“Inauguração do Caminho de Ferro de
Mossamedes. Em 29 de Setembro de 1905. Copo d'agua offerecido no Sacco
pela commissão de festejos, composta de commerciantes e agricultores de
Mossamedes” . Colecção particular
O distrito de Moçâmedes embora colonizado desde 1849, e apesar da dificuldade de progredir dado esse condicionalismo, foi motivo de interesse dado ser fronteiro à colónia alemã do Sudoeste Africano, onde o Caminho de Ferro era encarado como um instrumento de grande utilidade logistica , a fim de aceder ao planalto da Huila e barrar a cobiça alemã sobre o territorio a sul de Benguela.
A inauguração dos Caminhos de Ferro de Moçâmedes. Colecção particular


Photographia Souza & Irmão. Mossamedes. 1905/6.
Obras da construção dos Caminho de Ferro de Mossâmedes. Colecção particular.
Photographia Souza & Irmão. Mossamedes. 1905/6.

Photographia Souza & Irmão. Mossamedes. 1905/6.

A primeira locomotiva dos Caminhos de Ferro de Moçâmedes. Colecção particular

O Chefe dos estudos dos Caminhos de Ferro de Moçâmedes, Namibe, Artur Torres. Fotografia G. Schoss © Colecção Ângela Camila Castelo-Branco e António Faria origem
Foi a partir da década de 1880, que diante o interesse de outras nações europeias pela África subsaariana que Portugal finalmente decidiu estender a Angola o projecto de desenvolvimento que o fontismo resolvera implementar na metrópole desde 1850 e que assentava, em grande medida, na construção da ferrovia. Primeiro a partir de Luanda e Ambaca, depois Benguela, em seguida Moçâmedes.
O distrito de Moçâmedes embora colonizado desde 1849, e apesar da dificuldade de progredir dado esse condicionalismo, foi motivo de interesse dado ser fronteiro à colónia alemã do Sudoeste Africano, onde o Caminho de Ferro era encarado como um instrumento de grande utilidade logistica , a fim de aceder ao planalto da Huila e barrar a cobiça alemã sobre o territorio a sul de Benguela.
Moçâmedes no sul de Angola possuidora de numa baía vasta e segura com bom fundeadouro, possuia a barreira da serra da Chela (um muro vertical de 300 m cortado por vários desfiladeiros) marca o início do planalto da Huíla, zona fértil e de clima semelhante ao europeu. Desde 1880 boeres fixaram-se em Moçâmedes com as suas caravanas, fundaram as col~pnias de São Januário (Humpta) e Sá da Bandeira (Lubango) Em 1883, o padre Almeida Pedroso, da missão Huíla, chamava a atenção para a necessidade de melhores meios de transporte – que se resumiam a animais de giro e carros de bois, e vivia-se sob a ameaça do interesse na Angra Pequena (Lüderiz) no Sudoeste Africano. Apesar de aquele território contar apenas 20 km de fronteira, temia-se a expansão da sua influência ao sul .
Esperando o Eng. Torres no Giraul. CFM, do Centro Português Fotografia
CFM, do Centro Português Fotografia
CFM, do Centro Português Fotografia
© Colecção Ângela Camila Castelo-Branco e António Faria
Fotografia G. Schoss, Humbia, nivelando o ponto mais alto
origem
© Colecção Ângela Camila Castelo-Branco e António Faria
Fotografia G. Schoss, Locomotivas do C. F. M.
A inauguração dos Caminhos de Ferro de Moçâmedes. Colecção particular
Photographia Souza & Irmão. Mossamedes. 1905/6.

A inauguração dos Caminhos de Ferro de Moçâmedes. Colecção particular.

“Inauguração da estação principal de Caminho de ferro de Mossamedes em 28 de Setembro de 1905. Assignatura da acta”Photographia Souza & Irmão. Mossamedes. 1905/6.

“Inauguração da estação principal de Caminho de ferro de Mossamedes em 28 de Setembro de 1905. Assignatura da acta”Photographia Souza & Irmão. Mossamedes. 1905/6.

Esperando o Engº Torres no Giraul. Centro Português da Fotografia
Estação do Caminho de Ferro de Moçâmedes. Centro Português da Fotografia

Reprodução por meios fotográficos de Elza Amaral
© Família de António Aniceto Monteiro. Fotos tiradas antes de 27 de Dezembro de 1909. Ver: Angola e António Aniceto Monteiro. Ver ainda: CAMINHO-DE-FERRO DE MOÇÂMEDES 1909/1910.


Estação do Caminho de Ferro de Moçâmedes (Namibe) e espectadores a
assistirem a um desafio de Futebol. Antes do primitivo Estádio Municipal ali ao lado, era neste terreno que as disputas aconteciam , sendo de inicio, de 1919 a 1922 pelo menos , disputas entre o Ginásio da Torre do Tombo e o Independente de Porto Alexandre..Depois novos clubes se formaram, como o Atlético, o Sporting e por fim o Benfica. Foto de 1921
Início
das obras da construçãodo terminal e Estacao do Caminho de Ferro de
Mossamedes, em pleno areal da praia,. Foto tirada antes de 27 de
Dezembro de 1909. Ao fundo o matadouro municipal e mais atrás o edif.
do Cabo Submarino tendo à dt. o Colégio... Colecção particular
A linha do Caminho de Ferro de Moçâmedes surgiu muito mais como estratégia militar, que como um ansiado meio para o impulsionamento económico das suas populações. A verdade é que Portugal temia a cobiça germânica do sul de Angola, tendo-se debatido ainda se o aquela linha deveria servir apenas o território nacional ou dar vazão ao movimento das colónias vizinhas. A hesitação reflectiu-se desde logo na escolha da bitola: os estudos apontavam para um valor de 1 m, que seria uma transferia da experiência metropolitana para a colónia, porém a urgência da construção acabou por recomendar os 60 cm, na esteira de outros estaleiros africanos, o que levaria a que desde cedo, a ideia de rebitolagem viesse ao de cima, para o padrão africano de 1,067 m, para uma ligação mais fácil com a rede férrea da África do Sul. Em 1913, a linha tinha chegado à base da Chela. Nestas circunstâncias, teria sido mesmo importante para a solidificação da soberania nacional na região? A não esquecer sim, o acordo de Windsor que reafirmou os direitos nacionais sobre Angola e a consequente procura alemã de outras soluções de transporte, que passaram pela ligação das suas minas à costa do Sudoeste Africano.
Sem dúvida que o Caminho de Ferro em termos de mobilidade imprimiu um papel relevante na direcção do planalto e veio proporcionar uma saída mais rápida para as produções do interior. mas a linha chegou a Sá da Bandeira apenas em 1923, à Chibia em 1949, e a Serpa Pinto em 1961, já depois de ter sido totalmente rebitolada para o padrão africano de 1,067 m em 1955.
Em 1973 estas medalhas serviram para comememrar o 50ª aniversário da chegada do comboio a Sá da Bendeira em 1923.
Medalhas da autoria do escultor Fernando Marques
.














Nós Angolanos somos previlegiados por " Deus " porque concedeu-nos a bençao de nascermos neste maravilhoso pais. Hoje com muito esforço e dedicaçao vamos ajudando o nosso pais a crescer. Angola tem o caminho de ferro mais extensso de africa.Agradecer ao executivo pelos esforço redobrado,e pedir sertamente a populaçao que salvaguarde este bem Público
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