quarta-feira, 21 de março de 2012

Fotos da construção do Caminho de Ferro de Mossâmedes (depois Moçâmedes e, actualmente, Namibe), iniciada em 1905


“Inauguração do Caminho de Ferro de Mossamedes. Em 29 de Setembro de 1905. Copo d'agua offerecido no Sacco pela commissão de festejos, composta de commerciantes e agricultores de Mossamedes” . Colecção particular
Photographia Souza & Irmão. Mossamedes. 1905/6.

Obras da construção dos Caminho de Ferro de Mossâmedes. Colecção particular.
Photographia Souza & Irmão. Mossamedes. 1905/6.


A primeira locomotiva dos Caminhos de Ferro de Moçâmedes. Colecção particular
O Chefe dos estudos dos Caminhos de Ferro de Moçâmedes, Namibe, Artur Torres. Fotografia G. Schoss © Colecção Ângela Camila Castelo-Branco e António Faria origem 
 
 

Foi a partir da década de 1880, que diante o interesse de outras nações europeias pela África subsaariana que Portugal finalmente decidiu estender a Angola o projecto de desenvolvimento que o fontismo resolvera implementar na metrópole desde 1850 e que assentava, em grande medida, na construção da ferrovia. Primeiro a partir de Luanda e Ambaca, depois Benguela, em seguida Moçâmedes. 

O distrito de Moçâmedes embora colonizado desde 1849, e apesar da dificuldade de progredir dado esse condicionalismo, foi motivo de interesse dado ser fronteiro à colónia alemã do Sudoeste Africano, onde o Caminho de Ferro era encarado como um instrumento de grande utilidade logistica , a fim de aceder ao planalto da Huila e barrar a cobiça alemã sobre o territorio a sul de Benguela.
 
Moçâmedes no sul de Angola possuidora de numa baía vasta e segura com bom fundeadouro, possuia a barreira da serra da Chela (um muro vertical de 300 m cortado por vários desfiladeiros) marca o início do planalto da Huíla, zona fértil e de clima semelhante ao europeu. Desde 1880 boeres fixaram-se em Moçâmedes com as suas caravanas, fundaram as col~pnias de São Januário (Humpta) e Sá da Bandeira (Lubango) Em 1883, o padre Almeida Pedroso, da missão Huíla, chamava a atenção para a necessidade de melhores meios de transporte – que se resumiam a animais de giro e carros de bois, e vivia-se sob a ameaça do interesse na Angra Pequena (Lüderiz) no Sudoeste Africano. Apesar de aquele território contar apenas 20 km de fronteira, temia-se a expansão da sua influência ao sul .
 
Esperando o Eng. Torres no Giraul.  CFM, do Centro Português Fotografia

 CFM, do Centro Português Fotografia


© Colecção Ângela Camila Castelo-Branco e António Faria
Fotografia G. Schoss, Humbia, nivelando o ponto mais alto
origem
http://photos1.blogger.com/img/145/2597/1024/Mossamedes-012-c.jpg 

Origem: TVCiencia
Caminhos de Ferro de Moçâmedes, Namibe. Os trabalhos para o fornecimento de agua
 

© Colecção Ângela Camila Castelo-Branco e António Faria
Fotografia G. Schoss, Locomotivas do C. F. M.


                                  A inauguração dos Caminhos de Ferro de Moçâmedes. Colecção particular
 Photographia Souza & Irmão. Mossamedes. 1905/6.


       A inauguração dos Caminhos de Ferro de Moçâmedes. Colecção particular.

 
“Inauguração da estação principal de Caminho de ferro de Mossamedes em 28 de Setembro de 1905. Assignatura da acta”Photographia Souza & Irmão. Mossamedes. 1905/6.
 



Esperando o Engº Torres no Giraul. Centro Português da Fotografia

Estação do Caminho de Ferro de Moçâmedes. Centro Português da Fotografia




 
“Inauguração do Caminho de Ferro de Mossamedes. Em 29 de Setembro de 1905. Partida do primeiro comboio de Mossamedes ao Sacco, conduzindo os. Snrs. Conselheiro Governador Geral, Governador do Districto e Engenheiro Director dos Caminhos de Ferro de Loanda e convidados”Photographia Souza & Irmão. Mossamedes. 1905/6. 
 


Colecção particular



Reprodução por meios fotográficos de Elza Amaral
© Família de António Aniceto Monteiro. Fotos tiradas antes de 27 de Dezembro de 1909. Ver: Angola e António Aniceto Monteiro. Ver ainda: CAMINHO-DE-FERRO DE MOÇÂMEDES 1909/1910.




Estação do Caminho de Ferro de Moçâmedes  (Namibe) e espectadores a assistirem a um desafio de Futebol. Antes do primitivo Estádio Municipal ali ao lado, era neste terreno que as disputas aconteciam , sendo de inicio, de 1919 a 1922 pelo menos , disputas entre o Ginásio da Torre do Tombo e o Independente de Porto Alexandre..Depois novos clubes se formaram, como o Atlético, o Sporting  e por fim o Benfica. Foto de 1921

Início das obras da construçãodo terminal  e Estacao do Caminho de Ferro de Mossamedes, em pleno areal da praia,. Foto tirada antes de 27 de Dezembro de 1909. Ao fundo o matadouro municipal e mais atrás o edif. do Cabo Submarino tendo  à dt. o Colégio... Colecção particular


A colonização de Moçâmedes iniciou-se em 1839 com Presidio/Estabelecimento de colonização., a par da primeira Feitoria. Em 1849 começaram a chegar os colonos de Pernambuco (Brasil),  a partir de 1861 os algarvios de Olhão, Fixaram-se em Moçâmedes, Porto Alexandre,  e Parias dispersas ao longo da costa entre a Baía dos Tigres e Benguela, e  nas  décadas seguintes, os  boeres e os madeirenses, estes em 1884.5, enquanto decorria a Conferència de Berlim, Fixaram-se na Humpata e no Lubango. Em 1883,  já o padre Almeida Pedroso, da missão na Huíla, chamava a atenção para a necessidade de melhores meios de transporte – que se resumiam a animais de tiro e carros de bois. Apontava também para a ameaça aos interesses nacionais da presença alemã em Angra Pequena (Lüderitz) no Sudoeste Africano. Apesar de aquele território contar apenas 20 km de fronteira, temia-se a expansão da sua influência ao sul de Angola e à própria Bechuanalândia britânica.  prioridade dos responsáveis portugueses dirigia-se para Luanda. Assim, em 1885, a escolha do governo português para a primeira ferrovia angolana recaiu sobre a que ligava Luanda a Ambaca. Mais tarde, a Conferência de Berlim e a pressão inglesa fizeram ver que Portugal devia ocupar aquela parte do hinterland angolano o mais rapidamente possível.
 
 A linha do Caminho de Ferro de Moçâmedes surgiu muito mais como estratégia militar, que como um ansiado meio para o impulsionamento económico das suas populações.  A verdade é que Portugal temia  a cobiça germânica do sul de Angola, tendo-se debatido ainda se o aquela linha deveria servir apenas o território nacional ou dar vazão ao movimento das colónias vizinhas. A hesitação reflectiu-se desde logo na escolha da bitola: os estudos apontavam para um valor de 1 m, que seria uma transferia da experiência metropolitana para a colónia, porém a urgência da construção acabou por recomendar os 60 cm, na esteira de outros estaleiros africanos, o que levaria a que desde cedo, a ideia de rebitolagem viesse ao de cima, para o padrão africano de 1,067 m, para uma ligação mais fácil com a rede férrea da África do Sul. Em 1913, a linha tinha chegado à base da Chela.  Nestas circunstâncias, teria sido mesmo importante para a solidificação da soberania nacional na região? A não esquecer sim,  o acordo de Windsor que reafirmou os direitos nacionais sobre Angola e a consequente procura alemã de outras soluções de transporte, que passaram pela ligação das suas minas à costa do Sudoeste Africano. 

 
Sem dúvida que o Caminho de Ferro em termos de mobilidade imprimiu um papel relevante na direcção do planalto e veio proporcionar uma saída mais rápida para as produções do interior.  mas a linha chegou a Sá da Bandeira apenas em 1923, à Chibia em 1949, e a Serpa Pinto em 1961, já depois de ter sido totalmente rebitolada para o padrão africano de 1,067 m em 1955.
 
Em 1973 estas medalhas serviram para comememrar o 50ª aniversário  da chegada do comboio a Sá da Bendeira em 1923. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Medalhas da autoria do  escultor Fernando Marques
 
 
 
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1 comentário:

  1. Nós Angolanos somos previlegiados por " Deus " porque concedeu-nos a bençao de nascermos neste maravilhoso pais. Hoje com muito esforço e dedicaçao vamos ajudando o nosso pais a crescer. Angola tem o caminho de ferro mais extensso de africa.Agradecer ao executivo pelos esforço redobrado,e pedir sertamente a populaçao que salvaguarde este bem Público

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