domingo, 27 de maio de 2018

Moçâmedes no tempo do transporte em boi-cavalo e dromedário comprado nas Canárias...

Subindo a Chela, no tempo do boi-cavalo e do dromedário comprado nas Canárias

 
O boi-cavalo


Dromedários




O camelo, ou melhor o dromedário, era por volta de finais do sec. XIX , inicio XX, na região de Moçâmedes, o meio de transporte mais solicitado nas travessias do deserto, preferido mesmo em substituição dos carregadores, por levar mais carga,  por ser de menor preço, e por estar dispnível, sem sujeitar o comércio e a agricultura a contingências da vontade e relações humanas, de que resultavam prejuízos e despesas. Estes animais  eram adquiridos nas Canárias e aclimaram-se bastante bem à região de Moçâmedes, e sendo uma variedade da raça primitiva do norte de Africa,  conseguiam  trilhar terrenos montanhosos, subir a Chela até à  Chibia, transportar uma carga de até 450 kg, enquanto um carregador em viagem demorada não levava mais de 30 k. 
Com a Fortaleza de S. Fernando ao fundo...





Em 1915, no Lubango, a descarga dos camelos que transportaram o material militar e viveres desde o seu desembarque em Moçâmedes, para as forças  do Batalhão Expedicionário de Marinha que avançam sobre o Sul de Angola. (Foto de Alberto de Castro)
 
 
 
 
 Moçâmedes podia também contar com caravanas de estilo boer puxadas por juntas de bois , mas se  exceptuarmos a linha férrea de Luanda a Cazengo, e a carreira fluvial do Quanza, de Luanda ao Dondo, feita com dois pequenos vapores, em quase toda a Angola o comércio e a agricultura estavam à época sob a dependência das caravanas de "carregadores" , situação problemática sobretudo em tempos de guerras gentílicas, conflitos com a autoridades, intervenção dos sobas que fechavam caminhos, proibiam o negócio nas suas terras, assaltavam, aprisionam, saqueavam as comitivas estranhas e desviavam as correntes comerciaes, etc.
De entre os "carregadores" salienta-se os  bangalas nos sertões de Luanda, os bienos e os bailundos nos sertões de Benguela e os mondombes, em Moçâmedes. Eles monopolizaram os transportes pelas vias comerciais que cruzavam os seus países, em detrimento de quaisquer outras comitivas, impunham-se como únicos intermediários entre os centros comerciais da costa e os centros produtores indígenas; é o que, por imprevidência nossa, está sucedendo em maior escala na Lunda, onde os bangalas, ciosos das suas prerrogativas de intermediários do comercio e senhores dos portos do Kuango, não permitem a passagem para oeste aos undas e kiokos, nem para leste aos comerciantes. 
Para mais informação: "Exploração geografica e mineralógica no Districto de Mossâmedes em 1894-1895. (apenas o texto).  Ver também :Portugal em Africa: revista scientifica, Volume 5. Ano 1898
 

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Palácio do Governador de Mossâmedes, Moçâmedes, Namibe. Seu mobiliário


 Foto da reconstrução do "Palácio do Governador", já na década de 1920




Coube ao 5º Governador de Mossâmedes, Fernando da Costa Leal,  o lançamento das fundações deste Palácio, juntando à custa de muitos sacrificios, grande quantidade de materiais para a sua continuação.(Livro 45 dias em Angola)  Foi iniciado em 1858, ainda que somente tivesse ficado concluído trinta e um anos depois. Foi destruído por um incêndio em 1899, e reconstruido já na década de 1920, sob o  comissariado do General Norton de Matos.


 Postal editado nos anos 1930. Por esta altura o Tribunal funcionava na parte lateral do Palácio, a olhar a Avenida, onde se vê uma porta e alguns degraus, que mais adiante, em outras  fotos, deixarão de estar ali.


 Postal da colecção editada por ocasião do CENTENÁRIO da cidade em 04.08.1949. Repare-se que o Palácio ainda não se projectava o terraço,  como viria a acontecer mais tarde. Também existia um muro entre o Palácio e a Igreja Paroquial de Santo Adrião, que deixou de aparecer em fotos subsequentes. Já se vêem as vivendas de madeira destinadas aos funcionários públicos, entre a Igreja e o Hospital. Chamo a atenção para o banco de duas frentes em cimento no outro lado da rua, mais ou menos em frente ao Palácio. Eram três ao longo desta Avenida, a então Avenida Felner.


 Não compreendo a legenda deste postal dos tempos em que Moçâmedes se escrevia com "SS": "Ruinas do Palácio..." . De facto o Palácio foi acometido por um incêndio  em 1899, e reconstruido já na década de 1920, sob o  comissariado do General Norton de Matos, mas embora sem telhado, apresenta-se intacto.  A seguir à Igreja, as casas de madeira dos funcionários públicos, o Hospital  D. Amélia com seu corpo central e seus dois pavilhões laterais. Este Hospital foi demolido na década de 1950.


 Aqui o Hospital já se apresenta com telhado. Estava-se na década de 1960, e obras haviam sido levadas a cabo na fachada que alteraram ligeiramente o projecto. Note-se que a Avenida Felner aqui já se encontra asfaltada, após o terreno em frente ao Palácio ter sido objecto de terraplenagem, que as laterais do Palácio apresentam-se contornadas por um muro com vegetação e passou a existis uma escadaria de acesso à entrada principal do mesmo. Também já não existem as  vivendas em madeiras para funcionários, nem o Hospital, tendo em seu lugar surgido um conjunto de edifícios públicos modernos: o edifício das Finanças, o do Governo do Distrito, e a Associação Comercial...




Gravura antiga que nos mostra a Fortaleza de S. Fernando e a Igreja de Santo Adrião, e também, ainda que apagado, o Palácio, e a zona baixa da povoação...


 Presidente da República, Óscar Fragoso Carmona, no decurso de uma visita a Moçâmedes em 8 de Agosto de 1938. Ver AQUI

 http://princesa-do-namibe.blogspot.com/2014/03/o-chefe-do-estado-portugues-oscar-de.html

 https://www.youtube.com/watch?v=3PilOM4YJJ4

Seguem algumas fotos do interior do Palácio-residência do Governador...

O hall de entrada
O hall de entrada



O salão de recepções





Aposento para visitantes


O quarto principal
Outro quarto para visitantes


Tb pode ver AQUI 
e AQUI 



terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Fotos e Postais do Namibe do antigamente, quando era Mossâmedes (depois Moçâmedes)...

Rua da Praia do Bonfim, Mossâmedes (Moçâmedes, Namibe). Repare-se à esq. como nesta altura o morro da Fortaleza se prolongava até aqui, tendo de ser desentulhado e levada a terra para uma depressão que ficava ao fundo da Avenida, após a Estação do Caminho de Ferro. Este era ainda  o tempo em que o lugar que daria lugar à futura Avenida estava ocupado por barracões.

Aqui começava a desenhar-se a Rua da Praia do Bonfim em finais do séc XIX.. À esq.o local onde seria aberta a Avenida da República, o que passou pelo derrube dos barracões, ao fundo, esq,  e terraplanagem  do terreno mais próximo, à esq na foto, para onde se prolongava a elevação onde assenta a Fortaleza.. Isso aconteceu nos anos 1930 do séc XX, a mando do então Capitão Mendonça que incumbiu dessa missão a soldadesca sob seu comando, que não queria vê-la ociosa.

 Rua dos Pescadores. À esq hoje são as traseiras do Cine Moçâmedes.No canto direito nasceu na década de 1950 o Hotel Turismo
Conforme  Manuel Julio de Mendonça Torres na sua obra "Moçâmedes, no periodo entre 1860 e 1879" No traçado moderno da vila, em forma quadriculada ou tabuleiro de damas, predominava a linha recta. A maioria dos prédios eram de um só piso, vendo-se já neste período, entre 1860 e 1879, ou no principio do seguinte,  duas casas construídas de 1º andar, a de João Duarte de Almeida, e aquela onde morava e tinha escritório José Júlio Zuzarte de Mendonça. Acredito sejam estas as duas casas a que Mendonça Torres se refere, ainda que diga que ambas ficavam na Rua da Praia do Bonfim, e não na Rua dos Pescadores.  No seu relato prossegue , dizendo que as ruas se encontravam por empedrar e ainda sem iluminação pública, o que iria acontecer no período imediato.  Começou neste período a cuidar-se da arborização das praças e ruas da vila.  Também nesta época começaram as plantações de "eucaliptos globulus" e outras palmeiras, segundo Costa Cabral, por iniciativa de do 1º médico de Moçâmedes, o Dr Lapa e Faro.


Descarregando víveres numa rua de Moçâmedes, no tempo em que as carroças de estilo boer eram o mais eficiente meio de transporte, um tempo provavelmente anterior ao do comboio e do automóvel. Foto de finais do século xix?


 Rua dos Pescadores, no troço que passa pela Praça Leal, antiga de Táxis. Neste tempo as carroças de estilo boer eram o mais eficiente meio de transporte,  antes do comboio e do automóvel. Para grandes travessias no deserto preferiam os dromedários adquiridos nas Canárias. Foto de finais do século xix
Dança de rua de Carnaval.
 Carregadores? Inicio do século XX
 Esta foto é antiquíssima, uma vez que o edificio da Alfândega se encontra em construção. Nesta foto tirada junto a uma fonte pública (Chafariz) carregam-se barris com água potável, nesse tempo em que a maioria das casas possuíam quintais com cacimbas (poços).

 Outra perspectiva com edifício da Alfândega em construção e barracão na Avenida à esq. Carregadores descansam . Trata-se de um dos mais antigos edificios que chegaram em bom estado aos nossos dias. Logo, estas fotos são antiquíssimas.

Conforme  Manuel Julio de Mendonça Torres na sua obra dedicada a Moçâmedes, no periodo entre 1860 e 1879 a vila já contava  com os seguintes edificios públicos:  Igreja de Santo Adrião, começada a construir em 27.07.1849 com o lançamento da 1ª pedra;  a Fortaleza de S. Fernando e a de Capangombe;  o Palácio do Governo; a Alfândega; o Hospital; o Matadouro; o Cemitério; o Obelisco a Sá da Bandeira; o Jardim da Colónia; já estava feito o traçado e os arruamentos;  a primeira ponte de caes; a estrada para Capangombe. 


Gravura com edificio da Alfândega e Telheiro

 
Gravura com edificio da Alfândega de Mossãmedes e Telheiro, do livro " CAÍQUES DO ALGARVE NO SUL DE ANGOLA ", de ALBERTO ÍRIA.
A ALFÂNDEGA DE MOÇÂMEDES TINHA SIDO CRIADA POR DECRETO DE 18/02/1851, MANDADO SUSPENDER EM 1854, PERANTE A CONSULTA DO CONSELHO ULTRAMARINO DE 19/O6/1953. O GOVERNO GERAL AO MESMO TEMPO QUE QUE PUBLICAVA A ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA DA PROVÍNCIA, POR DECRETO DE 07/11/1856 ( MOÇÂMEDES, HUILA, BUMBO E GAMBOS ) , PELA PORTARIA DE 492, 02/03/1857, ESTABELECER A ALFÂNDEGA DE MOÇÂMEDES, CUJO PORTO FICAVA ABERTO AO COMÉRCIO DOS NAVIOS DE TODAS AS NAÇÕES...- ALFREDO DE ALBUQUERQUE FELNER


Foto preciosa: Edificio da Alfândega de Moçâmedes, vendo-se em frente os telheiros onde ficavam arrecadadas as mercadorias, em plena Avenida, e também a linha férrea por onde deslizavam as vagonetas mo seu vai-vem entre a ponte, o Piquete da Guarda Fiscal e o edifício
O edificio da Alfândega de Moçâmedes é tão antigo que vem representado nos mais antigas fotos, gravuras e postais que se consegue encontrar da cidade...

Seguem fotos bastante antigas da cidade

 Rua da Praia do Bonfim, paralela à Avenida, e panorâmica geral

 Rua da Praia do Bonfim, paralela à Avenida, vista de cima
 Rua da Praia do Bonfim, paralela à Avenida



Neste tempo as ruas eram iluminadas a oleo de peixe, nomeadamente óleo baleia extraido numa fábrica de noruegueses na Praia Amélia , dedicados à captura de cetáceos
Numa rua de Moçâmedes. Esta bela foto de um tempo anterior ao automóvel e ao comboio, talvez já doo limiar do século XX, mostra bem como em Moçâmedes desde a fundação em 1849-50, se fixou e desenvolveu uma determinada burguesia, ainda que restrita, em grande parte originária do Brasil /Pernambuco, e que para ali se deslocou após a independência da colónia braseira, fugindo à onda anti-lusitana que então se desenrolou.
João Chagas, jornalista exilado em Moçâmedes, dizia na sua obra "Diário de um Condenado":
 "...Mossâmedes  não sendo uma colónia próspera , não fornecia borracha, marfim,  cera, café, produzia em comparação belas e saudáveis crianças que toleravam o sol ardente, e o interior das casas  da população branca, pintadas a cal, oca, anil, e vermelhão mantêm quadros e móveis tradicionais dos interiores das famílias portuguesas."
 A ter em conta que a colonização de Moçâmedes foi algo paradigmático, ela começou apenas e só apenas quando o anterior modelo fundado no tráfico de escravos negros para o Brasil e Américas começou a declinar, após a independência daquela colónia, que fizera atrasar Angola em seu proveito, portanto, após a publicação do decreto da abolição do mesmo tráfico, em 12 de Dezembro de 1836,   esse mesno tráfico que fizera emergir em Benguela e em Luanda,  uma burguesia mulata, saída da fusão entre negros e alguns brancos, e que teve no vil negócio a grande colaboração de negros dirigidos por sobas locais.  reconversão económica e da mão de obra disponível, e a fixação em Angola de familias vindas da Metrópole. 

Rua dos Pescadores, onde se vê as traseiras da Alfândega, à esq. e à dt o edificio da família Mendonça Torres e o edificio à dt que foi loja de Castro Silva , mais tarde dos Ilhas.

Ria das Hortas







quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Fotos e Postais antigos de Mossâmedes (Moçâmedes, Namibe)



  
O primitivo Padrão do Cabo Negro, erguido em 1486 por Diogo Cão e os nautas, numa cerimónia seguida de missa . Repousa na Sociedade de Geografia Lisboa.
Daqui
Há mais de quinhentos e setenta anos, Diogo Cão e os companheiros  chegaram ao litoral desértico no sudoeste de Angola, junto de um pequeno cabo de rocha escura, onde colocaram um padrão ao qual deram nome de Cabo Negro, e  acabaram por entrar, sem darem por isso,  numa  angra: a baia de Mossâmedes... 

 Cabo Negro

(clicar AQUI)
e aqui

 


O Padrão que em 1891 foi erguido no Cabo Negro, para substituir o primitivo, erguido em 1486, por Diogo Cão. Este acabou vandalizado e destruído no pós-independência de Angola, em 1975 Daqui

Grupo de alunos e alunas da então Escola Prática de Pesca e Comércio de Moçâmedes,  no decurso de uma visitade estudo, no âmbito da Mocidade Portuguesa, à época de inscrição obrigatória



QUANDO NAMIBE ERA MOSSÂMEDES...


Gravura com caravela navegando em plena baía de Mossâmedes... Ao fundo (a vila, centro/baixa, a Fortaleza de S. Fernando, O Palácio, a Igreja de Santo Adrião... A Fortaleza de S. Fernando, construída sobre um rochedo, que domina a formosa bahia serve de quartel ao 4.o batalhão de caçadores, conforme José Pereira do Nascimento, In O districto de Mossâmedes (1892)






Duas personalidades que foram decisivas na fundação de Mossâmedes (Moçâmedes/Namibe): Bernardino Freire de Figueiredo Abreu e Castro, o miguelista, que se exilou no Brasil após o triunfo do liberalismo em Portugal, onde se tornou professor de História do Colégio Pernambucano... Ver AQUI




...e Simão da Luz Soriano, liberal, um dos "bravos do Mindelo", que  em 1832 esteve ao lado de D. Pedro IV, quando o chamado “Exército Libertador” dos Açores partiu para o Porto com a finalidade de afirmar os ideais do liberalismo, contra o conservadorismo. Foi  chefe da Repartição de Angola no Ministério do Ultramar. Enquanto tal, interessou-se por uma Petição de Bernardino Freire de Figueiredo Abreu e Castro, ao Governo de Portugal, descrevendo a situação dos seus compatriotas perseguidos em Pernambuco (Brasil), pela revolução praieira, em que foi informando que muitos deles estavam interessados em transferir-se para outro sítio, onde tremulasse a bandeira portuguesa e onde pudessem fundar uma colónia agrícola. Foi compenetrado da alta importância das regiões exploradas, que resolveu elaborar uma Memória descritiva do porto de Moçâmedes (Mossâmedes-Namibe), as suas vantagens para a navegação e comércio, a salubridade do seu clima, e a fertilidade dos sertões limítrofes, a fim de expôr ao Ministro Visconde de Castro a necessidade de, com aquele grupo interessado de colonos, se fundar em Moçâmedes, no Sul de Angola, uma colónia agrícola, e tão activamente se empenhou junto do Ministro que este colocou a seu cargo a colonização do Distrito.

«Revelações da Minha Vida 
 Ver AQUI





Pintura de autor anónimo : A baía de Moçâmedes, o morro da Torre do Tombo, um galeão, os barcos pesca... Europeus e os africanos, na praia saudando a chegada de um galeão... A chegada da 2ª colónia em 1850?

A área de Moçâmedes teve um primeiro reconhecimento apenas em 1839, a que se seguiu, no mesmo ano, a criação de uma feitoria e a instalação de uma pescaria algarvia em 1843. Com cerca de cento e sessenta habitantes em 1849, recebeu então colonos provindos de Pernambuco, fugindo à revolução praeeira...






Brasão de Armas


Brasão de Armas




































Gravura da Igreja Matriz de Santo Adrião, em Moçâmedes: 1854-1857


Gravura da Igreja Matriz de Santo Adrião. Moçâmedes
Conheça a história desta Igreja
Ver AQUI

A Igreja Paroquial de Santo Adrião

De arquitectura religiosa despojada, erguida num tempo em que sopravam em Portugal ventos laicos, esta Igreja começou a ser erguida em 27 de Julho de 1849, por instruções do Governador Geral Acácio Adrião da Silveira Pinto, que encarregou o major Ferreira Horta de construir um templo de dimensões suficientes para albergar não só todos os habitantes da colónia, como ainda os indígenas vizinhos, que viessem à povoação assistir aos actos religiosos, ou que em dias santificados nela se encontrassem. Essa foi uma exigência do chefe da 1ª colónia, Bernardino Freire de Figueiredo Abreu e Castro, estando ainda no Brasil, bem como o acompanhamento de um pároco, o que não chegou a acontecer, tendo este sido nomeado mais tarde. (conf.relatório de 31 de Dezembro de 1854, do 5º Governador de Moçâmedes, Fernando da Costa Leal)



A Igreja de Santo Adrião foi testemunho de momentos como este, relacionados com as campanhas militares do sul de Angola, entre 1904 e 1915. Trata-se da chegada à Igreja de Santo Adrião de Moçâmedes, do 34ª Governador Geral Custódio Miguel Borja para um Tedeum na Igreja, em 1904, numa altura em que estava em causa a afirmação do Império, contra os levantes dos autóctones, tempos da demarcação definitiva da fronteira sul do território angolano, face à cobiça estrangeira, sobretudo alemã, àvida de se expandir territorialmente mais para norte do Cunene...  Ver tb AQUI



No início do séc XX batalhões militares desembarcaram por várias vezes em Moçâmedes, vindos da Metrópole, a caminho da fronteira sul de Angola. Portugal temia que as colónias em África fossem
atacadas, dada  a cobiça alemã  dos territórios coloniais portugueses desde o final do século XIX sendo prova disso os tratados anglo-alemães de 1898 e 1913, onde, secretamente, as duas potências previam a sua partilha. As colónias portuguesas faziam fronteira com duas colónias alemãs, a Damaralândia, atual Namíbia, no Sul de Angola e a Leste Africana, atual Tanzânia, no Norte de Moçambique. Para os alemães era fundamenta o controlo dos portos situados no litoral sul de Angola e que eram determinantes para a  expansão económica da Damaralândia, já que esta não possuía um grande porto de saída.  Devido a tais pretensões, forças alemãs efetuaram avanços táticos
em direção ao sul de Angola e ao norte de Moçambique, tornando-se iminente o confronto
com as forças militares portuguesas, que possuíam um potencial de combate diminuto,
devido ao efetivo, tipologia e natureza das unidades do exército colonial.  A título de exemplo, a colónia de Angola estava ameaçada no Sul pelos colonos bóeres  e alemães que tentavam revoltar as populações locais contra o domínio português e por  forças militares junto à fronteira .




Ver neste blogue: Naulila, Alves Roçadas. O conselheiro governador-geral de Angola, Dr. António Duarte Ramada Curto e comitiva à chegada a Moçâmedes. O exercício das suas funções de  1897-1900 e 1904-1906 aconteceu num período particularmente difícil para Portugal, marcado por ua
crise económica e pelo Ultimatum Britânico nos últimos dias da Monarquia Constitucional, o que determinou não só o alcance das medidas adotadas, o seu próprio afastamento da vida pública
Por esta altura teve sucesso a  expedição ao Humbe destinada a castigar o gentio insubmisso e vingar o massacre causado ao Pelotão de Dragões comandado pelo Conde Almoster. Receava-se que a sublevação se propagasse ao planalto. ver AQUI

 Campanhas do sul de Angola: Batalhão desembarcado em Moçâmedes
 

 Batalhão numa rua de Moçâmedes
 Batalhão numa rua de Moçâmedes

Regresso do Batalhão e almoço na Chibia, onde militares foram efusivamente recebidos e aplaudidos.
1914 em Moçâmedes. O primeiro camião surgido no sul de Angola
Batalhão Expedicionário da Marinha em Moçâmedes

O Batalhão indígena




Sudoeste de Angola - travessia do vau do Pembe, durante a Grande Guerra
Navio "Salvador Correia"  encostado à ponte de Moçâmedes descarregando material de guerra





 



1863
Um dos postais mais antigos da cidade. Cheguei a possuir esta gravura em quadro de 1.20 m de largura. Data:  1863.   LIMA, João Barbosa, 1839-1867

A povoação de Mossâmedes, um dos marcos fundamentais de ocupação urbana e de penetração para o interior sul‐leste do território, possuiu desde logo um carácter próprio que, exceptuando os equipamentos institucionais ao longo da baía (Forte, Palácio, Igreja, Hospital), esteve sempre assente na retícula rigorosa e pioneira na "Africa portuguesa" que se implantou, alongadamente, desde o Forte de São Fernando, no sentido sudoeste‐nordeste, constituida por sete quarteirões rectangulares de simetria perfeita, e três para o interior, na linha do urbanismo oitocentista geometrizante e mecanicista, a seguir aplicadas a Sá da Bandeira, como já o haviam sido no Mindelo (Cabo Verde). 



A mesma gravura. 1863


Igual ao de cima, apresentando diferente enquadramento. Data: 1863 Vista geral da villa de Mossâmedes [Visual gráfico / B. Lima ; Pedrozo [sculp.]. - [S.l. : s.n., 186-?]. - 1 gravura : madeira, p&b. Encontra-se na Biblioteca Nacional...
 


Mossâmedes 1888. LIMA, João Barbosa, 1839-1. À esq. o edifício da Alfândega . Nesta altura a vila começava a tomar forma, desenhando-se já a futura Avenida (Av. D. Luis) com plantação de coqueiros. Mais adiante, após 1910, mudou para Avª da República. Começou-se neste periodo a cuidar da arborização das praças e ruas da vila. Também começaram as plantações de "eucaliptos globulus", segundo Costa Cabral, e outras palmeiras por iniciativa de Lapa e Faro. 



  Mossâmedes, a mesma gravura de M Moraes (pintada)
1863.

Conf.  Manuel Julio de Mendonça Torres ,  entre 1860 e 1879  Mossâmedes já contava  com os seguintes edificios públicos:  Igreja de Santo Adrião (começada a construir em 27.07.1849 com o lançamento da 1ª pedra),  Fortalezas de S. Fernando e a de Capangombe, Palácio do Governo, Alfândega, Hospital, Matadouro, Cemitério, Obelisco a Sá da Bandeira, Jardim da Colónia, e já estavam feito o traçado e os arruamentos,  a primeira ponte de cais, a estrada para Capangombe.  Este  periodo correspondeu ao dos Governadores António de Castro, Fernando Leal e Joaquim Graça. Em 1868  havia as Ruas paralelas da Praia do Bonfim (onde ficavam a Alfândega e os CTT), a Rua dos Pescadores, a Rua do Alferes,  a Rua Calheiros e a Rua BoaVista. As transversais eram as ruas dos Prazeres e de S. João, que cortavam a da Praia do Bonfim,   a Rua da Alegria e a Rua Bom Jardim, que atravessavam a Rua Calheiros,  a Rua Formosa que cruzava com a Boavista,  e as Travessas de Santo António, Cancela, da Alfândega e Flores, que partia da Rua da Praia do Bonfim e terminavam na Rua Calheiros.
 
 

 Mossâmedes em gravura de M Moraes. 1863

No traçado em forma quadriculada, ou tabuleiro de damas, predomina a linha recta...

... A maioria dos prédios eram de um só piso, vendo-se já, neste período, ou principio do seguinte,  duas casas construidas de 1º andar, a de João Duarte de Almeida, e aquela  onde morava e tinha o escritório José Júlio Zuzarte de Mendonça, ambas na Rua da Praia do Bonfim.


Conf.  Manuel Julio de Mendonça Torres ,  entre 1860 e 1879  Mossâmedes já contava  com os seguintes edificios públicos:  Igreja de Santo Adrião (começada a construir em 27.07.1849 com o lançamento da 1ª pedra),  Fortalezas de S. Fernando e a de Capangombe, Palácio do Governo, Alfândega, Hospital, Matadouro, Cemitério, Obelisco a Sá da Bandeira, Jardim da Colónia, e já estavam feito o traçado e os arruamentos,  a primeira ponte de cais, a estrada para Capangombe.  Este  periodo correspondeu ao dos Governadores António de Castro, Fernando Leal e Joaquim Graça. Em 1868  havia as Ruas paralelas da Praia do Bonfim (onde ficavam a Alfândega e os CTT), a Rua dos Pescadores, a Rua do Alferes,  a Rua Calheiros e a Rua BoaVista. As transversais eram as ruas dos Prazeres e de S. João, que cortavam a da Praia do Bonfim,   a Rua da Alegria e a Rua Bom Jardim, que atravessavam a Rua Calheiros,  a Rua Formosa que cruzava com a Boavista,  e as Travessas de Santo António, Cancela, da Alfândega e Flores, que partia da Rua da Praia do Bonfim e terminavam na Rua Calheiros.


 Gravura com edificio da Alfândega e Telheiro. De arquitectura classizante, frontão e vãos de arco redondo, como era comum em edifícios governamentais, tribunais, estações de caminho-de‐ferro, sedes municipais (câmaras), etc.

Começou a ser construido em 1863, no primeiro ano do seu segundo governo, sendo a sua construção ultimada em Abril de 1868, no tempo da administração do governador Joaquim Graça. (Referindo-se a notícias sobre o assunto no livro de Brito Aranha: "Memórias Histórico- Estatísticas" a pág. 273.)  A Alfândega, lindo edifício situado a meio da rua  principal, próximo á praia; possue vastos armazéns e boas sallas; communica por meio de carris de ferro com a ponte-caes, boa construcção em ferro e madeira.  In O districto de Mossamedes (1892), de José Pereira do Nascimento


  Gravura do edifício da Alfândega de Mossâmedes, com gravação Governador Fernando da Costa Leal . 1853-1865. Ao lado um telheiro e imagens de residentes sugestivas dos costumes da época. Tremulando a bandeira da monarquia constitucional (azul e branco, com escudo). Do livro " CAÍQUES DO ALGARVE NO SUL DE ANGOLA ", de ALBERTO ÍRIA

O edifício da Alfândega, primorosamente acabado, obra do benemérito Governador Leal, era dos mais regulares, elegantes e sólidos que havia em toda a Província" , lamentando porém, que não lhe correspondesse o movimento que seria para desejar, visto que estava quase sempre ermo de fardos.
In "Conspecto Imobiliário do Distrito de Moçâmedes, no ciclo de 1860 a 1879", por Manuel Júlio de Mendonça Torres, Declarações de Pinto de Balsemão no relato da sua viagem a Moçâmedes, conf. ofício datado de 27 de Março de 1868.  Referindo-se a notícias sobre o assunto no livro de Brito Aranha: "Memórias Histórico- Estatísticas" a pág. 273.


A ALFÂNDEGA DE MOÇÂMEDES TINHA SIDO CRIADA POR DECRETO DE 18/02/1851, MANDADO SUSPENDER EM 1854, PERANTE A CONSULTA DO CONSELHO ULTRAMARINO DE 19/O6/1953. O GOVERNO GERAL AO MESMO TEMPO QUE QUE PUBLICAVA A ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA DA PROVÍNCIA, POR DECRETO DE 07/11/1856 ( MOÇÂMEDES, HUILA, BUMBO E GAMBOS ) , PELA PORTARIA DE 492, 02/03/1857, ESTABELECER A ALFÂNDEGA DE MOÇÂMEDES, CUJO PORTO FICAVA ABERTO AO COMÉRCIO DOS NAVIOS DE TODAS AS NAÇÕES...- ALFREDO DE ALBUQUERQUE FELNER

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MOSSÂMEDES EM MARCHA...
ver 
AQUI



Postal (foto) do edifício da Alfândega de Mossâmedes ainda em construção. Regista a presença de europeus e africanos junto a uma carroça de tipo boer, numa pausa de trabalho Data: anterior a 1863, data do início da construção.

Ocupa uma área de 1081 metros quadrados, tendo de frente 23 metros, de fundo 47 e de pé direito, 6. É de alvenaria, mas as portas e janelas têm guarnecimentos de cantaria. Sustenta-o uma cobertura de telha. Consta de cinco salas e dois grandes armazéns com um pátio no centro.  A porta da entrada olha para a baía, e a da saída para a Praça da Colónia. Paralelamente ao edifício levantou-se um telheiro de madeira que já não existe. Media este 9 metros de largura e 23 de fundo apoiados em 12 pilares de madeira assentes em socos de cantaria. Servia o telheiro para abrigar os escaleres da Alfândega e as mercadorias que houvessem de embarcar a horas em que a repartição estivesse fechada.ºA construção da Alfândega custou, aproximadamente,  12.000$000 réis.
Boletim Geral do Ultramar . XXX - 348 e 349
PORTUGAL. Agência Geral do Ultramar.
Nº 348-349 - Vol. XXX, 1954, 289 pags.




Postal (foto) com data anterior a 1863. Ao fundo, Edificio da Alfândega em construção. Mais próxima, uma carroça puxada por bois, introduzida por boers, recolhe água potável de um chafariz, nesse tempo em que a maioria das casas possuíam quintais com cacimbas (poços). Sobre os boers. ver AQUI 

 .

 Outra perspectiva com edifício da Alfândega em construção e barracão na Avenida à esq. Carregadores descansam . Trata-se de um dos mais antigos edificios que chegaram em bom estado aos nossos dias





MOSSÂMEDES NO TEMPO DOS BARRACÕES EM PLENA AVENIDA...



 Mossâmedes ia crescendo ao ritmo do crescimento da economia dos colonos que ali ali investiam os seus ganhos, e trabalhavam, tendo por mão de obra serviçais africanos (de início ex-escravos para ali enviados pelo Governo, em seguida "contratados" proveniente do planalto central, e livres). 

 
Postal (foto): A vila, os barcos, os barracões, os coqueiros... Uma perspectiva da vila, onde se vêem barcos, barracões, coqueiros, a 1ª arborização da Avenida D. Luis ( como se chamava na época, em homenagem ao rei consorte, esposo de D. Maria II), e mais tarde da Avenida República ( pós 1910). Colecção particular.
 
Postal (foto). A vila, os barcos, os barracões, os coqueiros...Colecção particular
 A vila, os imprescindíveis coqueiros, os barracões, e o moinho de vento com as velas a rodar em pleno deserto... Colecção particular 



Postal (foto). A vila, os barcos, os barracões, os coqueiros... Colecção particular



 Rua da Praia do Bonfim, paralela à Avenida, e panorâmica geral



Um trecho da vila de Mossâmedes a estender-se para o deserto... 
 A vila e a Avenida a desenhar-se. Colecção particular  

 Rua da Praia do Bonfim, paralela à Avenida, vista de cima
  
Rua da Praia do Bonfim, paralela à Avenida

Rua da Praia do Bonfim, Mossâmedes (Moçâmedes, Namibe). Repare-se à esq. como nesta altura o morro da Fortaleza se prolongava até aqui. À esq. os barracões, onde foi aberta a Avenida da República

Aqui começava a desenhar-se a Rua da Praia do Bonfim em finais do séc XIX.. À esq.o local onde seria aberta a Avenida da República, o que passou pelo derrube dos barracões, ao fundo, esq,  e terraplanagem  do terreno mais próximo, à esq na foto, para onde se prolongava a elevação onde assenta a Fortaleza.. Isso aconteceu nos anos 1930 do séc XX, a mando do então Capitão Mendonça que incumbiu dessa missão a soldadesca sob seu comando, que não queria vê-la ociosa.
 
Perspectiva da vila de Mossâmedes, da colecção  de J. A Cunha Moraes. Ao fundo da  Rua da Praia do Bonfim, podemos ver o edifício da Alfândega dotado com 3 frentes, e portal em 2 frentes,  para melhor enquadramento e perspectiva


AS RUAS PARALELAS E TRANSVERSAIS
 Rua dos Pescadores. À esq hoje são as traseiras do Cine Moçâmedes


Neste tempo as ruas eram iluminadas a oleo de peixe, nomeadamente óleo baleia extraido numa fábrica de noruegueses na Praia Amélia , dedicados à captura de cetáceos
Descarregando víveres numa rua de Moçâmedes, no tempo em que as carroças de estilo boer eram o mais eficiente meio de transporte, um tempo antes do comboio e do automóvel. Foto de finais do século xix


 Rua dos Pescadores, no troço que passa pela Praça Leal, antiga de Táxis. Neste tempo as carroças de estilo boer eram o mais eficiente meio de transporte, um tempo antes do comboio e do automóvel. Foto de finais do século xix

Rua dos Pescadores em dia de Carnaval
 Carregadores?
 Colecção particular do moçamedense Albino da Cunha



Numa rua de Moçâmedes. Esta bela foto de um tempo anterior ao automóvel e ao comboio, talvez já doo limiar do século XX, mostra bem como em Moçâmedes desde a fundação em 1849-50, se fixou e desenvolveu uma determinada burguesia, ainda que restrita, em grande parte originária do Brasil /Pernambuco, e que para ali se deslocou após a independência da colónia braseira, fugindo à onda anti-lusitana que então se desenrolou. A ter em conta que o atraso de Angola ficou a dever-se
 ao desenvolvimento do Brasil e que o desenvolvimento do Brasil por sua vez ficou a dever-se ao tráfico de escravos negros africanos, que pelo menos até ao último quartel do século XIX para ali escoou, e que e que fez emergir nas principais cidades de Angola, Benguela e Luanda,  uma burguesia mulata, saída da fusão entre negros e alguns brancos, e que teve a grande colaboração de negros sobretudo de sobas locais. A fundação de Moçâmedes já aconteceu no quadro de um novo paradigma colonial, não na base do tráfico, mas no sentido de uma ocupação branca e desenvolvimento económico



O primeiro Moinho de vento de Mossâmedes.  Colecção particular.  


De entre as máquinas agrícolas usadas no Distrito, na sua fase incipiente, interessa particularmente mencionar  o moinho de vento a que se refere a estatística respeitante ao ano de 1854,  anexa ao ofício do Gov. Fernando Leal, dirigido ao Ministério do Ultramar, em 2 de Janeiro de 1855. Pertenceu a João da Costa Mangericão, que o Governador Sérgio de Sousa considerava um dos artistas mais prestáveis da Colónia. Começou a moer em 15 de Agosto de 1851, como se lê no Relatório de Sérgio de Sousa, de 31 do mesmo mês e ano, mas parece que em face dos insucessos agrícolas dos primeiros anos, que só teve regular funcionamento a partir de 1853, ano em que a agricultura distrital prin.principiara a desenvolver-se. Assente em casa própria, era movido pela acção do vento, sendo de ferro coado todas as rodas dentadas. Moía, termo médio,um cazunguel de grão por hora. Moinho e casa , fora tudo trabalho executado pelo seu proprietário. ( B.O. nº322, de 29 de Novembro de 1851)

O moinho de vento de Mossâmedes




  
 O Palácio do Governador de Moçâmedes

Iniciado em 1858 e concluido apenas em 1889, por falta de mão de obra e materiais para os acabamentos, este Palácio foi quase totalmente destruido por um incêndio, em 26 de Maio de 1899 (conforme apontamento existente na Administração Civil de Moçâmedes), por causas que se desconhecem, tendo ficado apenas de pé as paredes, que assim permaneceram, expostas ao tempo por mais 20 anos, até que foi concluido nos anos 1921 e 1923, já no tempo de Norton de Matos, como Alto Comissário para a colónia de Angola (1921 a 1924). 
Considerado o melhor Palácio regional de todo o Ultramar português, ficou a dever-se a sua construção ao Governador Fernando da Costa Leal

 O districto de Mossâmedes (1892),  de José Pereira do Nascimento que assim o referia:
...  Sobressaia o Palácio do Governador, em cuja frontaria alta se rasgavam três janelas de sacada. As ruas encontravam-se por empedrar e ainda sem iluminação pública, o que iria acontecer no período imediato. "...Os seus principaes edifícios públicos são : o palácio do governo, o melhor das nossas possessões, bella obra de architectura montada com luxo e grandeza; n'elle estão  installadas as principaes repartições públicas.  

 

 Palácio, Igreja e as antigas construções em madeira (pequenas vivendas) para funcionários públicos.  Colecção Centenário: 1949
 

 O Palácio, com as novas moradias dos funcionários públicos (por detrás), e a Igreja de Santo Adrião, no inicio dos anos 1950. Ver AQUI

 


 
A Avenida Felner tendo em 1º plano o Hospital D. Amélia, demolido no início da década de 1950, com corpo central  e laterais formada de barracões, systema Tolhít.



Fotos de um trecho da vila de Mossâmedes, vendo-se ao fundo a vivenda romântica em estilo "arte noveau" mandada construir por Lapa e Faro o 1º médico, contemporâneo os fundadores.


A Igreja de Santo Adrião. Anos 1930.
  Colecção particular.

A casa em estilo romântico/ arte moveau, mandada contruir pelo Dr Lapa e Faro

A casa mandada contruir pelo Dr Lapa e Faro/ mais tarde pertença da Sra Gonçalves- Desvia.
na Rua Calheiros, ao lado da Câmara Municipal .Colecção particular. Ver AQUI

O Major Médico Dr. JOÃO CABRAL PEREIRA LAPA E FARO





 Vistas sobre a vila. Colecção João Crisóstomo. Ao funfo, imponente o Palácio.

 

Vistas sobre a vila.
à direita vê-se a lateral do edificio da Alfândega, e á direita o "Jardim da Colónia"





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Mossâmedes já é cidade!   ...

A povoação de Moçâmedes foi elevada a vila em 1851, e a cidade em 1907, em relação com a ferrovia nascente. Começou neste período a cuidar-se da arborização das praças e ruas da vila, e começaram também as plantações de "eucaliptos globulus" e outras palmeiras por iniciativa de Lapa e Faro, segundo Costa Cabral

João Chagas, jornalista exilado em Moçâmedes, dizia na sua obra "Diário de um Condenado":
  ...Mossâmedes  não sendo uma colónia próspera , não fornecia borracha, marfim,  cera, café, produzia em comparação belas e saudáveis crianças que toleravam o sol ardente, e o interior das casas  da população branca, pintadas a cal, oca, anil, e vermelhão mantêm quadros e móveis tradicionais dos interiores das familias portuguesas.  


Na obra "O districto de Mossâmedes (1892, de José Pereira do Nascimento): Possue ruas espaçosas, compridas, bem alinhadas e divididas em quarteirões simétricos, todas calçadas e illuminadas a petróleo. Nota-se n'ellas extremo aceio e limpeza, que rivalisam com a regular disposição e óptima divisão. Possue uma bella avenida arborisada que se prolonga com a praia e dá lindo aspecto ás suas casas, que se destacam por entre renques de palmeiras. 



Na obra "O districto de Mossâmedes (1892), de José Pereira do Nascimento": .... As casas são lindas construcções modernas, em que as boas condiçõívs hygienicas andam a par com o bom gosto e solidez. Quasi todas são assoalhadas e forradas com boas madeiras da Europa. São bem divididas, bem orientadas e aceiadas. Os seus tectos são chatos e as frontarias, pintadas com gosto, são dispostas com arte e  belleza. Quasi todas possuem jardim e quintal, que fornece excellentes hortaliças e tem uma cacimba d'onde se extrae a agua para os usos ordinários. Foto: Foto: colecção particular


NOS TEMPOS EM QUE MOÇÂMEDES SE ESCREVIA COM DOIS "SS", QUE A  AVENIDA SE CHAMAVA D. LUÍS, E POSSUIA AO CENTRO UM ROMÂNTICO CORETO QUE A TORNAVA ENCANTADORA


 


A Avenida ficou a denominar-se "Avenida D: Luiz". Exibia ao centro um belo e tradicional CORETO


A Avenida ficava entre a rua da Praia do Bonfim, a que exibia um maior número de construções, e  a rua  Bastos

 
 Avenida e CORETO , onde aos domingos bandas de música iam tocar...
Era um local de lazer como sempre foi até finais da década de 1950. Nesta década as pessoas convergiam  para a Avenida após as matinés de domingo no Cine Moçâmedes, e faziam dela "Picadeiro". Ali os mais velhos sentavam-se e conversavam, as crianças brincavam e corriam , os jovens passeavam para a frente e para trás, para cima e para baixo, enquanto conversavam , conviviam e flirtavam.  Com a entrada nos anos 1960 os interesses da população diversificaram-se, surgiu mais uma casa de espectáculos, o Impala Cine, e passaram a dirigir-se também para os campos de jogos, para as sedes dos clubes  onde se desenrolavam bailes, para  as "Festas do Mar", etc etc.

Ver AQUI
 
 Ver AQUI. Foto de finais do século XIX, inicio do século XX. Muito provavelmente de alguam colecção editada quando da visita do Principe D Luiz, em 1907, que foiessencialmente um exercício de relações públicas e afirmação de soberania perante os demais poderes europeus. http://mossamedes-do-antigamente.blogspot.com/2007/08/visita-mocamedes-do-principe-real-dom.html
 
Aspecto luxuriante da vegetação da Avenida de Moçâmedes no início do século XX

Trexo da Avenida e Observatório Metereológico, demolido nos anos 1950

Na Rua da Praia do Bonfim. à esq o Banco de Angola.
Este era um dos conjuntos habitacionais e traça tradicional portuguesa dos mais interessantes da cidade, infelizmente já em parte derrubado . Colecção particular. 


Esta foto, note-se não é de 1868. Esta data é a da inauguração do BNU de Moçâmedes, como vem legendada. Pela indumentária das senhoras ela deve ser dos anos 20, do século XX, nunca de antes. A foto parece expandida deixando a impressão de o edificio do Banco de Angola de Moçâmedes, ser mais largo que na realidade é.
Quando o BNU foi extinto e em seu lugar surgiu o Banco de Angola, este edifício que havia sido mandado construir pelo colono Francisco Rodrigues Pinto da Rocha  para sua moradia, e fora vendido àquele primitivo Banco pelos herdeiros, passou a pertencer ao Banco de Angola, o novo Banco, segundo informações fornecidas  por Neco Mangericão, neto de um colono fundador, vindo de Pernambuco, contemporâneo do 1º proprietário, o colono Francisco Rodrigues Pinto da Rocha.
s.  

Edificio do Banco de Angola, na Avenida


No final da época colonial  este belo edifício de linhas classizantes, representativas de uma época e de um estilo irrepetíveis, reclamava já algumas obras, mas o Banco de Angola pretendia que o mesmo fosse demolido e não recuperado, bem como todo o quarteirão em que ainda hoje  se encontra em terreno que converge para as ruas da Praia do Bonfim, S. João, Rua dos Pescadores, e Bernardino Abreu e Castro. O objectivo era construirem no centro do referido quarteirão um edificio novo, rodeado de zonas ajardinadas, porém a Câmara Municipal de Moçâmedes entendeu recusar por considerar que se tratava de um edificio histórico, que fazia parte da memória da cidade, e que alterações ao nível dos quarteirões iriam também modificar a paisagem do centro histórico que devia manter a quadricula rigorosa do traçado e os edifícios existentes convergindo para as respectivas ruas


Postal editado quando da visita do Principe D. Luiz Filipe em 1907, e da subida ds vila de Mossâmedes, a "real cidade de Mossâmedes". Retirado de IICT


A Rua dos Pescadores e o Jardim da Colónia na década de 1940. Colecção Particular.  
 

 
O Jardim da Colónia numa época anterior.  Neste jardim encontra-se o Cine Moçâmedes. Ver AQUI
 
 Barracões da Avenida em 1º plano. Por detrás do barracão da esq. passa a Rua da Praia do Bonfim, e fica o edifício da Alfândega. A rua que se abre, é a Rua 4 de Agosto que sobe para o deserto. Por detrás do barracão da dt. ficava o Jardim da Colónia, mais tarde (anos 1940) foi aí construído o Cine Teatro Moçâmedes

 Monumento projectado para o Jardim da Colónia que nunca chegou a ser inaugurado. Ver AQUI

Foto tirada em 1938, por ocasião da visita do Presidente da República portuguesa, Óscar de Fragoso Carmona. Ao centro, um arco de triunfo, erguido à entrada da Rua 04 de Agosto, até à Câmara Municipal e salão nobre dos Paços do Conselho. À dt. podemos ver à frente de um automóvel. Ver AQUI



Companhia Comercial de Angola, mais tarde Hotel Moçâmedes
  Palácio do Governador e Tribunal

AS RUAS TRANSVERSAIS: DOS PESCADORES, DAS HORTAS, GOVERNADOR CALHEIROS...



 Rua dos Pescadores. Colecção João Cristiano

 A Rua dos Pescadores, vendo-se ao fundo o edifício de 1º andar que ainda hoje é o dos mais belos (Museu etnográfico do Namibe). Colecção particular


Rua dos Hortas. Colecção particular

 

Este é um dos conjuntos de casas térreas de estilo português, mais interessantes da cidade. Infelizmente as casas à esquerda já não existem. Trata-se de uma caravana boer a passar  na Rua dos Pescadores na parte que converge com a Praça Leal (Praça de Táxis). Colecção particular. 

A Rua dos Pescadores no troço junto à Praça Leal




Rua dos Pescadores (?). Colecção particular
Rua dos Pescadores, onde se vê as traseiras da Alfândega, à esq. e à dt o edificio da família Mendonça Torres e o edificio à dt que foi loja de Castro Silva , mais tarde dos Ilhas.
Rua das Hortas



Este postal de Mossâmedes/Moçâmedes permite ver o edifício que mais tarde foi do Hotel Moçâmedes, no gaveto entre a Rua de S. João e a Rua dos Pescadores. Colecção Particular.

Rua dos Pescadores. Colecção Particular
 
 Rua dos Pescadores em dia de Carnaval. Colecção Particular
Rua dos Pescadores. Colecção Particular


Vistas sobre a vila. Zona de cruzamento entre a Rua das Hortas e a 4 de Agosto.
Colecção particular. 

Vistas sobre a vila. Colecção particular. Entre a Rua Calheiros e a Rua das Hortas


 
Edificio da Câmara Municipal de Mossâmedes

O páteo do edifício da Câmara Municipal, onde funcionou em tempos idos uma Escola.. Colecção particular
Escola Portugal ou n. 55 de Pinheiro Furtado, entre a Rua Calheiros e a Rua da Fábrica. Colecção particular

EDIFÍCIOS MANDADOS DEMOLIR NA DÉCADA DE 1950...

 






Edifício do Cabo Submarino, também conhecido por «Chalet da Companhia Telegraphica».
Neste edifício, intimamente ligado à colonização do sul de Angola, e à demarcação da fronteira sul, funcionou, a partir do último quartel do século XIX, uma Central de Comunicações por cabo telegráfico submarino, que fazia a ligação de Moçâmedes à cidade do Cabo, na África do Sul, e   às cidades de Benguela, Novo Redondo e Luanda. O estabelecimento do Cabo Submarino foi contemporâneo da Conferência de Berlim (1884-5),  onde foi determinada a "partilha de África" pelas potências europeias.
Ver também AQUI



Observatório Metereológico Gomes de Sousa (1903), demolido no inicio dos anos 1950.
Ficava junto à praia das Miragens em local próximo do edificio do edificio dos CTT. Foi assim denominado em homenagem ao Director do Observatório de Luanda, e a sua construção  ficou a dever-se a uma proposta dirigida ao Governo Geral de Angola pelo Dr José Pereira do Nascimento, explorador naturalista que teve para o efeito que recorrer a uma subscrição pública, onde participaram figuras  sonantes da época. As primeiras observações foram feitas no dia 1 de Janeiro de 1904, pelo naturosta, apenas com os poucos aparelhos que o naturista dispunha. Quanto aos motivos que levaram à sua demolição,
  o objectivo era arborizar toda a zona, dar à cidade um melhor aspecto vista do mar, e proporcionar aos banhistas e aos turistas maior desafogo. Numa exposição para o efeito  apresentada pela Câmara por altura da visita em 1932 do Ministro das Colónias, Dr. Armindo Monteiro,  a Câmara Municipal  chamava a atenção para questões tidas como da maior importância, e solicitava ao Governo, entre outras, autorização para reservar para «Praia de Banhos» a zona marítima,  que ia desde o Observatório Metereológico até à Fortaleza de São Fernando, fazendo desaparecer dali todas as construções....  Sabe-se que muito tempo decorreu entre a exposição e o início das obras na zona (cerca de 20 anos). Obviamente, poupou-se a Fortaleza, mas a verdade é que o Observatório Meteorológico acabou demolido. Porquê? Má interpretação do texto? Falta de sensibilidade em relação ao dever de preservação do património arquitectónico e histórico da cidade. á época pouco divulgado e interiorizado?  Apagou-se um testemunho vivo da história de Moçâmedes. Ver AQUI
e AQUI




OUTROS EDIFICIOS
Ver AQUI
O edifício da Estação do CFM. Colecção particular



Estação do Caminho de Ferro de Moçâmedes  (Namibe) e espectadores a assistir a um desafio de Futebol. Foto anterior à construção do primitivo campo, um pouco mais ao fundo. 1921
 


 
O edifício da Estação dos CFM


Colecção Particular. Caminho de Ferro de Moçâmedes com monumento à 1ª locomotiva.


Trechos do Jardim da Avenida da Praia do Bonfim (ex Avenida da República) e Praça Leal.
Antigamente1900.blogspot

TVCiencia



A REORGANIZAÇÃO DA AVENIDA DA REPÚBLICA NOS ANOS 1930

ver AQUI
O desaterro e terraplanagem da elevação prolongamento do morro de S. Fernando
1920/30. Cedida por Aurélio Baptista


O desaterro e terraplanegem da elevação prolongamento do morro de S. Fernando
1920/30. Cedida por Aurélio Baptista

 


Avenida da República, no local onde foi construido o Quiosque estava o Obelisco erguido em homenagem a Sá da Bandeira, o paladino da abolição do tráfico de escravos em 1836 

Avenida com Fortaleza e Palácio ao fundo

Vista sobre a cidade. Esta preciosa foto faz parte de um grupo de 8 tiradas no dia 3 de Junho de 1939, a partir de uma avioneta e oferecidas por José Pereira Craveiro às suas filhas Maria de Lourdes Craveiro Nóbrega e Maria Delfina Craveiro Coimbra. Todos eram naturais de Moçâmedes.



Alfândega. Vista sobre a cidade.

Trecho da Avenida da República, co o o primitivo Quiosque e o Obelisco a Sá da Bandeira, este no local onde foi construido o actual Quiosque

Esta preciosa foto faz parte de um grupo de 8 tiradas no dia 3 de Junho de 1939, a partir de uma avioneta e oferecidas por José Pereira Craveiro às suas filhas Maria de Lourdes Craveiro Nóbrega e Maria Delfina Craveiro Coimbra. Todos eram naturais de Moçâmedes.

 


Vista sobre a cidade, podendo ver-se no canto inferior esquerdo o Observatório Metereológico. Esta preciosa foto faz parte de um grupo de 8 tiradas no dia 3 de Junho de 1939, a partir de uma avioneta e oferecidas por José Pereira Craveiro às suas filhas Maria de Lourdes Craveiro Nóbrega e Maria Delfina Craveiro Coimbra. Todos eram naturais de Moçâmedes.




Avenida e Rua da Praia do Bonfim antes da construção do edificio do Banco de Angola.
Colecção particular.


Uma vista da Rua da Praia do Bonfim, antes da construção do edifício que foi Banco de Angola
Uma vista da Rua da Praia do Bonfim, após a construção do edifício que foi Banco de Angola
 
Cheias do Bero nos anos 1940.

Em Moçâmedes raramente chovia, mas de vez em quando era a valer... Uma dessas vezes foi na década de 1940. Nessa altura, as margens do rio Bero ainda não estavam reguladas, a chuva foi tanta que as águas transbordaram do leito, alagaram os terrenos marginais, e avançaram rumo à parte baixa da cidade, tendo o caudal na sua passagem transvasado como uma cascata para o interior as «furnas de Santo António» (1ª e 2ª fotos). As ruas ficaram de tal modo alagadas que algumas pessoas chegaram a utilizar pequenos barcos para poderem se deslocar de um lado para outro.

As «furnas de Santo António» ficavam próximo do antigo aeroporto de Moçâmedes (o velho campo de aviação), e no ano de 1972, aproveitando a morfologia do terreno, foram ocupadas pelo novo Estádio Municipal. Ver AQUI.. 
 

Outra cheia em data mais recente
Vista sobre a cidade. Esta preciosa foto faz parte de um grupo de 8 tiradas no dia 3 de Junho de 1939, a partir de uma avioneta e oferecidas por José Pereira Craveiro às suas filhas Maria de Lourdes Craveiro Nóbrega e Maria Delfina Craveiro Coimbra. Todos eram naturais de Moçâmedes.



Vista sobre a cidade. Esta preciosa foto faz parte de um grupo de 8 tiradas no dia 3 de Junho de 1939, a partir de uma avioneta e oferecidas por José Pereira Craveiro às suas filhas Maria de Lourdes Craveiro Nóbrega e Maria Delfina Craveiro Coimbra. Todos eram naturais de Moçâmedes.




Vista sobre a cidade. Esta preciosa foto faz parte de um grupo de 8 tiradas no dia 3 de Junho de 1939, a partir de uma avioneta e oferecidas por José Pereira Craveiro às suas filhas Maria de Lourdes Craveiro Nóbrega e Maria Delfina Craveiro Coimbra. Todos eram naturais de Moçâmedes.


Vista sobre a cidade. Esta preciosa foto faz parte de um grupo de 8 tiradas no dia 3 de Junho de 1939, a partir de uma avioneta e oferecidas por José Pereira Craveiro às suas filhas Maria de Lourdes Craveiro Nóbrega e Maria Delfina Craveiro Coimbra. Todos eram naturais de Moçâmedes.

CENTENÁRIO: 04 DE AGOSTO DE 1949:


 Dia da inauguração das Festividades  do Centenário de Moçâmedes, em 04 de Agosto de 1949. Ao fundo o velho coreto, onde aos domingos bandas iam tocar...
 



  Colecção particular. Centenário 1949
 
  Colecção particular. Centenário 1949
  Colecção particular. Centenário 1949
  Colecção particular. Centenário 1949

  Colecção particular. Centenário 1949
 
   Colecção particular. Centenário 1949



   Colecção particular. Centenário 1949
 
Colecção particular. Centenário 1949
Colecção particular. Centenário 1949
 
  Colecção particular. Centenário 1949
Colecção particular. Centenário 1949
 
Centenário 1949. Colecção particular
 

 Este Chafariz foi construido por Manuel da Costa Mangericão, um dos componentes das colónias de emigrantes vindas do Brasil 1849/50 
  
 
 

 Colecção João Crisóstomo
A Praça Leal, tendo no centro o chafariz., ainda antes da construção de um edificio que iria incendiar , no local onde passou a estar mais tarde a Drogaria Nova
 






, mas agora com um edificio de 2 pisos que incendiou


 
A Praça Leal com o chafariz à dt. Mais ao mesnos ao centro, o edificio de traça classizante do Sindicato da Pesca, ladeado por casas térreas de traça tradicional portuguesa. à dt o edificio de 1º andar também de traça classizante qie foi propriedade da familia Torres.   As casas que se vêm àesquerda do edifício que foi do Sindicato da Pesca faziam parte de um dos conjuntos mais interessantes de casas térreas da cidade e foram recentemente demolidas para dar lugar a um edificio de 1º andae que desilustra sobremaneira a paisagem desta Praça, porque de estilo desenquadrado da paisagem. À dt a parte lateral do edifício da Alfândega, onde funcionaram os primitivos Correios.

 

A Praça Leal

A PRAÇA LEAL E O SEU CHAFARIZ


A Praça Leal



A Praça Leal
A Praça Leal
A Praça Leal
 
A Praça Leal

A Praça Leal



A Praça Leal
Vista aérea de Moçâmedes, em fotos mais recentes... No canto superior direito, o Colégio das Madres e o Parque Infantil
A cidade com a Avenida da República em toda a sua extensão. À esquerda, a Praia das Miragens e a Fortaleza.
A cidade com a Avenida da República em toda a sua extensão.
Em cima , à esq. O Largo Herois do Mucaba. Em cima , à esq. a "Sanzala dos Brancos"
O Parque Infantil e o Colégio das Madres, embaixo, à direita



 
Anos 1960. Vista aérea

Enquadramento da Praça Leal na cidade, junto da Alfândega e do Jardim



 
Rua das Hortas nos anos 1960
Ver tb


A RECONSTRUÇÃO DA AVENIDA NOS ANOS 1950 





A Avenida da República nos finais dos anos 1940 e nos anos 1950 embelezou-se grandemente com a construção do Palácio da Justiça, no topo sul, com a mais bela vivenda de Raul Radich Jr., ao gosto arquitectónico de Artur Homem da Trindade, como edifício do Grémio dos Industrias da Pesca e outro de Raúl Radich Jr., de linhas modernas, para além, é claro, do espelho de água e das gazelas,  da reorganização dos jardins (bancos, tanques de água, repuxos, canteiros, pérgulas, caramanchões, etc.), e da reabilitação das muralhas da Fortaleza de S. Fernando por volta de 1961. Em contrapartida perdeu-se o  velho e gracioso Coreto, colocado  no epicentro da Avenida desde o último quartel do século XIX, que chegara incólome aos nossos dias, e foi substituido por um tanque de água com repuxos. O Coreto onde aos domingos bandas de música iam tocar, que fora ao longo de décadas  testemunho silencioso de toda uma série de eventos, desfiles recepções oficiais, encontro e reencontros que nesta Avenida, o nosso "Passeio Público", tiveram lugar...
 
Da colecção particular de Nelson Nóbrega




 



Obras de urbanização da Avenida




 Palácio da Justiça em construção no início da década de 1950

Palácio da Justiça en construção no início dos anos 1950






 

                                                       
 




A Avenida ainda sem as palmeiras nas laterais, e sem os caramanchões que vieram a seguir. Colecção Particular


 
Um trecho da Avenida
 
Um trecho da Avenida, à noite
 
 

 O edificio dos CTT e Estação Caminho de Ferro. Fotos de Graça Carapinha
 


 




Muito se agradece o respeito por este blog dedicado à cidade de Mossâmedes, depois Moçâmedes, actual  NAMIBE. Se vierem aqui copiar textos, fotos,  postais etc. não se esqueçam de dar os respectivos créditos ao nosso trabalho, citando a proveniência, ajudando a sua divulgação como é norma. Obrigada.