terça-feira, 17 de setembro de 2013

Palácio do Governador de Mossâmedes, Moçâmedes, Namibe. Seu mobiliário


 Foto da reconstrução do "Palácio do Governo", destruido por um incêndio em 1899, e reconstruido anos depois, sob o  comissariado do General Norton de Matos.
 Postal editado nos anos 1930. Por esta altura o Tribunal funcionava na parte lateral do Palácio, que fica a olhar a Avenida. Repare-se que existe ali uma porta e degraus que mais adiante, em outras  fotos deixarão de estar ali.


 Postal editado por ocasião do CENTENÁRIO da cidade em 04.08.1949

 
 Não compreendo a legenda deste postal dos tempos em que Moçâmedes se escrevia com "SS"

Aqui o Palácio apresenta-se com telhado elevado, o que não existia nas fotos  anteriores.
 

Postal (desenho) muito antigo que nos mostra a Fortaleza e a Igreja, e também, ainda que apagado, o Palácio

 Presidente da República, Óscar Fragoso Carmona, no decurso de uma visita a Moçâmedes em 8 de Agosto de 1938. Ver AQUI












O interior so palácio de Moçâmedes

Tb pode ver AQUI 

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Fotos e Postais antigos de Mossâmedes (Moçâmedes, Namibe)


 
(Padrão do Cabo Negro,  Sociedade de Geografia Lisboa)

Duas personalidades foram decisivas na fundação de Mossâmedes (Moçâmedes/Namibe): Bernardino
Freire de Figueiredo Abreu e Castro, o miguelista, exilado no Brasil após o triunfo do liberalismo em Portugal, onde se tornou professor de História do Colégio Pernambucano, e Simão da Luz Soriano, o chefe da Repartição de Angola no Ministério do Ultramar, que desde 1842 se esforçara  por chamar a atenção dos governantes sobre Mossâmedes, a antiga Angra do Negro, e sobre todo um publico que procurava excitar a por lá se estabelecer, tendo para o efeito escrito uma Memória, publicada no nr. 3 , 6ª série da colecção de 1846, dos Annaes Maritimos e Colonia.  O motor que despoletou a acção foi a onda de anti-lusitanismo que se abateu sobre a comunidade portuguesa estabelecida em Pernambuco (Brasil). Viviam-se ali horas de grande aflição, provocadas pela revolução praeeira, e Bernardino levado a convencer os seus compatriotas a se transferirem em grupo para outro sítio onde tremulasse a bandeira portuguesa, e  pudessem fundar uma colónia agrícola.  Acto continuo, dirigiu um Memorial ao Governo de Portugal a descrever a situação, e a informar do interesse do grupo, que foi parar às mãos de Soriano que já havia publicado a dita Memória, quando teve conhecimento do Memorial de Bernardino, e se
interessou  pelo assunto uma vez que anos antes já havia tomado conhecimento de um ofício assinado pelo Barão de Mossâmedes descrevendo a exploração da costa e sertões meridionais da Província de Angola, que lhe tinha despertado interesse, bem como outras informações posteriores que recebera, por via dos Governadores Gerais, Manuel Eleutério Malheiros e José Xavier Bressane Leite.

Apesar de simples chefe de uma Repartição do Estado, Soriano resolveu elaborar uma Memória descritiva do porto de Moçâmedes, suas vantagens para a navegação e comércio, salubridade do seu clima, e fertilidade dos sertões limítrofes, para expôr ao Ministro Visconde de Castro a oportunidade de, com aquele grupo de colonos, se fundar em Mossâmedes uma colónia agrícola, tendo-se empenhado tão activamente junto do Ministro que este colocou a seu cargo a colonização do Distrito. Inclusivamente foi Luz Soriano quem indicou ao Ministro o nome do capitão-tenente António Sérgio de Sousa para primeiro Governador, tendo coordenado e redigido as instruções por que se havia de regular o governador na Comissão para que fora nomeado.

Foi então que de Portugal foram mandados, para garantir o transporte dos portugueses do Recife, dois brigues de guerra, Douro e Vila Flor bem como instruções para facilitar a transferência e o estabelecimento dos emigrantes para Mossâmedes. O Diário de Pernambuco de 31 de Janeiro de 1849 publicou um edital, datado de 29, pelo qual o Cônsul de Portugal, Joaquim Batista Moreira, como presidente de uma comissão especial (criada no Recife em 26.XII.1848 composta por Bernardino Freire de Figueiredo Abreu e Castro, Ângelo Francisco Carneiro, Bernardo de Oliveira Melo e Miguel José Alves, secretário) comunicava que o governo concedia as seguintes facilidades a todos os que se quizessem transferir para a África : passagem e sustento à custa do Estado, inclusive às famílias; transporte para móveis e objetos pessoais; "instrumentos artísticos ou agrícolas e de quaisquer sementes";terrenos na colônia a ser fundada e uma mensalidade durante os 6 primeiros meses após a chegada ali.

Alguma bibliografia consultada in  «Revelações da Minha Vida»
 

 Pintura
 
 Palácio, Igreja e Hospital


 

Igreja Matriz de Santo Adrião
 


A obrigação de erigir um templo, foi, ainda no Brasil uma exigência do chefe da 1ª colónia, Bernardino Freire de Figueiredo Abreu e Castro,  antes de partir para Mossâmedes, em 23 de Maio de 1849.  Pretendia também o acompanhamento de um pároco, o que não chegou a acontecer, tendo este sido nomeado algum tempo mais tarde. Conforme relatório de 31 de Dezembro de 1854, do 5º Governador de Mossâmedes, Fernando da Costa Leal :


" As obras da igreja e da casa do pároco se acham em tal grau de adiantamento, a despeito dos poucos operários e de meios, que, com três meses mais de trabalho ficariam prontas. O que há a fazer limita-se somente a guarnecer toda a obra de cal fina, alguns ornatos de madeira na capela-mor, os dois altares laterais, e, finalmente, os balaustres para a teia e coro da igreja." 
Àcerca da igreja, diz Bernardino em crónica de 2 de Novembro de 1849

"Bem urgente é vê-la ultimada, pois não podia deixar de escandalizar a qualquer viajante católico, que uma sociedade tão numerosa como é hoje a de Moçâmedes, não tenha uma casa de oração, onde reuna para dar graças ao Todo Poderoso e pedir os auxilios de que cada qual carece." 

Bernardino partiu para a capital de Angola no dia 16 de Agosto de 1849, e em 27 de Setembro seguinte era publicada uma Nota do Governo do Bispado ordenando que o pároco de Benguela fosse a Moçâmedes "administrar sacramentos de necessidade, e o matrimónio".
Tinha Bernardino o hábito de empregar algumas frases, como frases de cruzado para entusiamar a sua gente. Uma delas, já o sabemos, era esta:
"Só será salvo o que preservar até ao fim!" rebuscada nos livros santos. Outra : "As sociedades florescem quando a Religião triunfa!".

Sabe-se que a sua conclusão foi efectuada com base em subscrições levadas a cabo entre os moradores,  também eles  a dar os primeiros passos na fixação àquelas paragens, que terá sido de avultadas quantias a contribuição de Bernardino, e que se ficou a dever aos cuidados do pároco Gil Carneiro pela construção e embelezamento do templo.

Igreja Matriz de Santo Adrião



De arquitetura religiosa simples, nada a ver com o gótico das Igrejas europeias, esta Igreja começou a ser erguida em 27 de Julho de 1849,  por Instruções Provinciais, de 30 de Março desse ano, emanadas do Governador Geral Acácio Adrião da Silveira Pinto, que encarregou o major Ferreira Horta de "construir um templo de dimensões suficientes para albergar  não só todos os habitantes da colónia, como ainda os indígenas vizinhos, que viessem à povoação assistir aos actos religiosos, ou que em dias santificados nela se encontrassem".
O século XIX em Portugal, século da queda do Absolutismo e do triunfo do liberalismo (1820-1834), foi  percorrido  no quadro de uma sociedade  predominantemente laicizante, que se reflectiu na urbanização,  e no pouco investimento público no tema religioso, por comparação com  épocas anteriores, situação que explica as linhas despojadas desta Igreja, linhas clássicas,  com frontão central triangular ladeado de duas torres, que nada tem a ver com as magestáticas catedrais, influência do gótico francês



Um dos postais mais antigos que representam a cidade de Mossâmedes. Cheguei a possuir esta gravura em quadro de 1.20 m de largura. Data:  1863.   LIMA, João Barbosa, 1839-1867
Vista geral da villa de Mossâmedes [Visual gráfico / B. Lima ; Pedrozo [sculp.]. - [S.l. : s.n., 186-?]. - 1 gravura : madeira, p&b. Encontra-se na Biblioteca Nacional.


Igual ao de cima, Um dos postais mais antigos que representam a cidade de Mossâmedes. Data:  1863 . LIMA, João Barbosa, 1839-1867
Vista geral da villa de Mossamedes [Visual gráfico / B. Lima ; Pedrozo [sculp.]. - [S.l. : s.n., 186-?]. - 1 gravura : madeira, p&b. Encontra-se na  BNP
DAQUI
A área de Moçâmedes teve um primeiro reconhecimento em 1839, a que se seguiu, no mesmo ano, a criação de uma feitoria e a instalação de uma pescaria algarvia em 1843. Com cerca de cento e sessenta habitantes em 1849, recebeu então colonos provindos de Pernambuco. A povoação de Moçâmedes foi elevada a vila em 1851, e a cidade em 1907, em relação com a ferrovia nascente



Igual ao de cima, Um dos postais mais antigos que representam a cidade de Mossâmedes, apresentando diferente enquadramento.. Data: 1863
  Mossâmedes em gravura de M Moraes
1865.
A povoação de Mossâmedes, um dos marcos fundamentais de ocupação urbana e de penetração para o interior sul‐leste do território angolano, possuiu desde o início um carácter próprio e uma personalidade urbana que, excetuando a implantação inicial dos equipamentos institucionais ao longo da baía (forte, palácio, igreja, hospital), esteve sempre assente na retícula rigorosa (e pioneira, na lusáfrica) que se implantou, alongadamente, desde o Forte de São Fernando, no sentido sudoeste‐nordeste, constituida por sete quarteirões rectangulares de simetria perfeita, e em três para o interior. Trata-se de uma das mais impressivas e eficazes propostas estruturadas na linha do urbanismo oitocentista geometrizante e mecanicista, rapidamente aplicadas às novas cidades coloniais portuguesas. Mais tarde aplicada a Sá da Bandeira, como já havia sido experimentada no Mindelo (Cabo Verde).



 Mossâmedes em gravura de M Moraes. 1863.
 
Conf.  Manuel Julio de Mendonça Torres , no periodo entre 1860 e 1879  Mossâmedes já contava  com os seguintes edificios públicos:  Igreja de Santo Adrião, começada a construir em 27.07.1849 com o lançamento da 1ª pedra;  a Fortaleza de S. Fernando e a de Capangombe;  o Palácio do Governo; a Alfândega; o Hospital; o Matadouro; o Cemitério; o Obelisco a Sá da Bandeira; o Jardim da Colónia; já estava feito o traçado e os arruamentos;  a primeira ponte de caes; a estrada para Capangombe.  Este periodo correspondeu ao dos Governadores António de Castro, Fernando Leal e Joaquim Graça. Em 1868  havia as Ruas paralelas da Praia do Bonfim (onde ficavam a Alfândega e os CTT),  a Rua dos Pescadores, a Rua do Alferes,  a Rua Calheiros e a Rua BoaVista. As transversais eram as ruas dos Prazeres e de S. João, que cortavam a da Praia do Bonfim;   a Rua da Alegria e a Rua Bom Jardim que atravessavam a Rua Calheiros;  a Rua Formosa que cruzava com a Boavista;  e as Travessas de Santo António, Cancela, da Alfândega e Flores, que partia da Rua da Praia do Bonfim e terminavam na Rua Calheiros.



Mossâmedes 1888. LIMA, João Barbosa, 1839-1  Figura da época onde se pode ver, à esq. o edifício da Alfândega . Nesta altura a  villa começava a tomar forma, desenhando-se já com plantação de coqueiros, aquela que iria ser a Avenida D. Luis, que após 1910, mudaria para Avª da República.  867



No traçado em forma quadriculada, ou tabuleiro de damas, predominava a linha recta. A maioria dos prédios eram de um só piso, vendo-se já, neste periodo, ou principio do seguinte,  duas casas construidas de 1º andar, a de João Duarte de Almeida, e aquela onde morava e tinha escritório José Júlio Zuzarte de Mendonça, ambas na Rua da Praia do Bonfim.  Sobressaia o Palácio do Governador, cuja frontaria alta rasgava três janelas de sacada. As ruas encontravam-se por empedrar e ainda sem iluminação pública o que iria acontecer no periodo imediato.  Começou neste periodo a cuidar-se da arborização das praças e ruas da vila.  Também nesta época começaram as plantações de "eucaliptos globulus", segundo Costa Cabral, e outras palmeiras por iniciativa de Lapa e Faro. João Chagas, jornalista exilado em Moçâmedes, dizia na sua obra "Diário de um Condenado" que Mossâmedes  não sendo uma colónia próspera , não fornecia borracha, marfim,  cera, café, produzia em comparação belas e saudáveis crianças que toleravam o sol ardente, e o interior das casas  da população branca, pintadas a cal, oca, anil, e vermelhão mantêm quadros e móveis tradicionais dos interiores das familias portuguesas.


 Alfândega de Mossâmedes


Desenho que mostra o edificio da Alfândega de "arquitetura classicizante, como era comum em obras públicas" no quadro da colonização portuguesa, em áreas dos transportes (alfândegas, estações de caminho-de‐ferro), em sedes municipais (câmaras), e em edifícios governamentais, tribunais, etc.., obras de frontão e vãos de arco redondo. Vê-se também ao lado um telheiro e imagens de moradores. sugestivas dos costumes da época. Tremulando a bandeira da monarquia constitucional (azul e branco, com escudo)



  O edifício da Alfândega de Mossâmedes em postal com gravação Governador Fernando da Costa Leal foi: 1853-1865

In "Conspecto Imobiliario do Distrito de Moçâmedes", no ciclo de 1860 a 1879, Manuel Júlio de Mendonça Torres refere que Pinto de Balsemão no relato da sua viagem a Moçâmedes, declara em ofício datado de 27 de Março de 1868 que "...o edifício da Alfândega, primorosamente acabado, obra do benemérito Governador Leal, era dos mais regulares, elegantes e sólidos que havia em toda a Província" lamentando porém, que não lhe correspondesse o movimento que seria para desejar, visto que estava quase sempre ermo de fardos".
Mendonça Torres entende que não era exacta a afirmação de Balsemão, porque no ciclo que estava a estudar, "o tráfico distrital havia-se revelado, por essa época, francamente animador" , "o comércio estava então notoriamente a prosperar, pois que assim indicavam, sem possível contestação, o movimento exportador algodoeiro, e as condições favoráveis, nunca antes verificadas, da sua balança mercantil.   Quanto ao  edifício da Alfândega,  refere que o plano e execução ficou a dever-se ao Governador Fernando da Costa Leal, tendo começado a construir-se em 1863, no primeiro ano do seu segundo governo, sendo a sua construção ultimada em Abril de 1868, no tempo da administração do governador Joaquim Graça. Referindo-se a notícias sobre o assunto no livro de Brito Aranha, "Memórias Histórico- Estatísticas" a pág. 273.

"...O edifício da "Alfândega" ocupa uma área de 1081 metros quadrados, tendo de frente 23 metros, de fundo 47 e de pé direito, 6. É de alvenaria, mas as portas e janelas têm guarnecimentos de cantaria. Sustenta-o uma cobertura de telha. Consta de cinco salas e dois grandes armazéns com um pátio no centro.  A porta da entrada olha para a baía, e a da saída para a Praça da Colónia. Paralelamente ao edifício levantou-se um telheiro de madeira que já não existe. Media este 9 metros de largura e 23 de fundo apoiados em 12 pilares de madeira assentes em socos de cantaria. Servia o telheiro para abrigae os escaleres da Alfândega e as mercadorias que houvessem de embarcar a horas em que a repartição estivesse fechada.A construção da Alfândega custou, aproximadamente,  12.000$000 réis."
Boletim Geral do Ultramar . XXX - 348 e 349
PORTUGAL. Agência Geral do Ultramar.
Nº 348-349 - Vol. XXX, 1954, 289 pags.





Edificio da Alfândega em construção  




 Colecção particular

 
Os barracões.  Colecção particular (referenciada)
 
 Colecção particular
 
 Colecção particular
 
 Colecção particular
 
 Colecção particular



 Colecção particular
 

Edificio da Alfândega em construção



 


Uma perspectiva da cidade, da colecção  de J. A Cunha Moraes, onde se pode ver, ao fundo da Rua principal, a Rua da Praia do Bonfim, o extenso edifício da Alfândega dotado com 3 frentes, e portal em 2 frentes encimado por frontão triangular, para melhor enquadramento e perspectiva



[002.jpg]
 Colecção particular
"...Possue ruas espaçosas, compridas, bem alinhadas e divididas em quarteirões sjnnetricos, todas calçadas e illuminadas a petróleo. Nota-se n'ellas extremo aceio e limpeza, que rivalisam com a regular disposição e óptima divisão. Possue uma bella avenida arborisada que se prolonga com a praia e dá lindo aspecto ás suas casas, que se destacam por entre renques de palmeiras."
O districto de Mossamedes (1892). José Pereira do Nascimento


 Colecção particular
"... As casas são lindas construcções modernas, em que as boas condiçõívs hygienicas andam a par com o bom gosto e solidez. Quasi todas são assoalhadas e forradas com boas madeiras da Europa. São bem divididas, bem orientadas e aceiadas. Os seus tectos são chatos e as frontarias, pintadas com gosto, são dispostas com arte e  belleza. Quasi todas possuem jardim e quintal, que fornece excellentes hortaliças e tem uma ranmha d'onde se extrae a agua para os usos ordinários. O districto de Mossamedes (1892). José Pereira do Nascimento





 Rua dos Pescadores. Colecção João Cristiano


Postal editado quando da visita do Principe D. Luiz Filipe em 1905, e da subida ds vila de Mossâmedes, a "real cidade de Mossâmedes". Retirado de IICT
 
 Em 1904 num Tedeum por ocasião das Campanhas Sul Angola

 
 Moinho de vento de Mossâmedes. Colecção João Cristiano

*«...Dentro das máquinas agrícolas usadas no Distrito, na sua fase incipiente, interessa particularmente mencionar  o«moinho de vento» a que se refere a estatística respeitante ao ano de 1854, junta ao ofício de FERNANDO LEAL, dirigido ao Ministério do Ultramar, em 2 de Janeiro de 1855. Pertencera a João da Costa Mangericão, que o Governador Sérgio de Sousa considerava um dos artistas mais prestáveis da Colónia. Começou a moer em 15 de Agosto de 1851, como se lê no Relatório de Sérgio de Sousa, de 31 do mesmo mês e ano, mas parece que em face dos insucessos agrícolas dos primeiros anos, que só teve regular funcionamento a partir de 1853, ano em que a agricultura distrital prin.principiara a desenvolver-se. Assente em casa própria, era movido pela acção do vento, sendo de ferro coado todas as rodas dentadas. Moía, termo médio,um cazunguel de grão por hora. Moinho e casa , fora tudo trabalho executado pelo seu proprietário. ( B.O. nº322, de 29 de Novembro de 1851)

 

Colecção particular.  Moinho de vento de Mossâmedes
 

Colecção João Crisóstomo

 

Colecção particular. 
Colecção particular. 



Colecção particular. Rntre a Rua Calheiros e a Eua das Hortas



Colecção particular


"...Os seus principaes edifícios públicos são : o palácio do governo, o melhor das nossas possessões, bella obra de architectura montada com luxo e grandeza; n'elle estão  installadas as principaes repartições publicas; a fortaleza de S. Fernando, construída sobre um rochedo, que domina a formosa bahia; serve de quartel ao 4.o batalhão de caçadores: a alfandega, lindo edifício situado a meio da rua  principal, próximo á praia; possue vastos armazéns e boas sallas; communica por meio de carris de ferro com a ponte-caes, boa construcção em ferro e madeira: o hospital em corpos separados formados de barracões, systema Tolhít: a igreja: o matadouro situado optimamente á beira  mar: o cemitério, bastante afastado da villa: repartição do  correio e das obras publicas, etc. O districto de Mossamedes (1892). José Pereira do Nascimento


 Palácio, Igreja e novas construções para funcionários públicos. Década de 1940/50. Colecção particular



Companhia Comercial de Angola, mais tarde Hotel Moçâmedes
 
A Igreja de Santo Adrião

  Colecção particular.   Conheça a história desta Igreja AQUI

 

Edificio da Câmara Municipal de Mossâmedes

Edifício da Câmara Municipal, onde funcionou em tempos idos uma Escola.. Colecção particular
Escola Portugal ou n. 55 de Pinheiro Furtado
 

 Casa artistica mandada conttuir pelo Dr Lapa e Faro/ mais tarde da Sra Gonçalnes- Desvia



 A entrada do Jardim da Colónia, que ficava no local onde foi construido na década de 1940  o Cine Teatro Moçâmedes


Projecto de monumento dos 1ºs colonos de Mossâmedes par o Jardim da Colónia





 Palácio do Governador e Tribunal
  Palácio do Governador e Tribunal

O desaterro e terraplanagem da elevação prolongamento do morro de S. Fernando
1920/30. Cedida por Aurélio Baptista



O desaterro e terraplanegem da elevação prolongamento do morro de S. Fernando
1920/30. Cedida por Aurélio Baptista
 
 Colecção particular



Postal da colecção particular e Colecção João Cristiano

AQUI  AQUI


Aqui a Avenida de Mossâmedes chamava.se Avenida D. Luis

 Colecção particular


 
Avenida de Mossâmedes chamava.se Avenida D. Luis


 Colecção particular
 Colecção particular


 Colecção particular

 

 Colecção particular cedida por Lay Silva a Sanzalangola e pertença do moçamedense Albino da Cunha



Rus dos Pescadores, junto à Praça Leal

 Colecção particular. Embora pareça numa rua a descer, não é. Trata-se de uma caravana boer a passar  na Rua dos Pescadores na parte que converge para a ex-Praça Leal (Praça de Táxis) 

 Colecção particular


  Colecção particular. Colecção João Crisóstomo


 Colecção particular (indicada) Avenida e Rua da Praia do Bonfim. à esq o Banco de Angola


Este era um dos conjuntos habitacionais e traça tradicional portuguesa dos mais interessantes da cidade, que deveria ser preservado e que infelismente já não se encontra intacto. Infelizmente foram derrubados os que estão mais à direita, substituidos por um edificio moderno de 1º andar, frente em vidro escuro, que viola todas as regras, quer de preservação do centro histórico , quer de enquadramento paisagístico 



  Colecção particular. Avenida e Rua da Praia do Bonfim

 



   Colecção particular.
Avenida e Rua da Praia do Bonfim.  No centro da foto, o Banco de Angola

 
   Colecção particular.
Avenida e Rua da Praia do Bonfim antes da construção do edificio do Banco de Angola



 Carregadores em Mossâmedes. Colecção Particular
 

 

 ColecçãoJoão Crisístomo
 Esta é a Praça Leal, tendo no centro o chafariz., ainda antes da construção de um edificio que iria incendiar , no local onde passaou a estar mais tarde a Drogaria Nova



Colecção Particular A Praça Lral tendo por detrás do Chafariz  o edificio que incendiou
Mossamedes [Namibe], Praça Leal

 O Chafariz da Praça Leal


A Praça Leal com o chafariz à dt. Mais ao mesnos ao centro, o edificio de traça classizante do Sindicato da Pesca, ladeado por casas térreas de traça tradicional portuguesa. à dt o edificio de 1º andar também de traça classizante qie foi propriedade da familia Torres.   As casas que se vêm àesquerda do edifício que foi do Sindicato da Pesca faziam parte de um dos conjuntos mais interessantes de casas térreas da cidade e foram recentemente demolidas para dar lugar a um edificio de 1º andae que desilustra sobremaneira a paisagem desta Praça, porque de estilo desenquadrado da paisagem. À dt a parte lateral do edifício da Alfândega, onde funcionaram os primitivos Correios.
 

 Aqui podemos ver a Praça Leal com o chafariz ao centro, tendo ao fundo o memo edificio de traça classizante do Sindicato da Pesca e à dt a lateral do edificio da Alfândega




  O Chafariz da Praça Leal

 O Chafariz da Praça Leal

Praça Leal e chafariz


Edificio do Cabo Submarino

 

  O Chafariz da Praça Leal





Colecção Particular. Este postal de Mossâmedes/Moçâmedes permite ver o edifício que mais tarde foi do Hotel Moçâmedes, no gaveto entre a Rua de S. João e a Rua dos Pescadores


Colecção Particular. Rua dos Pescadores 
 

 Colecção Particular. Rua dos Pescadores em dia de Carnaval


  Colecção particular de TCarneiro. Visita Presidente Carmona em 1938.Rua 4 de Agosto, vista da Avenida. à dt o Jardim da colónia. à esq o edificio da Alfândega

 Colecção particular


Edifício do Cabo Submarino, também conhecido por «Chalet da Companhia Telegraphica»
ver também AQUI


 


 Colecção particular- Rua dos Pescadores. à esq o Jardim da Colónia e as traseiras do edificio da Alfândega. à dt o edificio de 1º andar que foi da familia Mendonça Torres



 
O Jardim da Colónia que ficava onde está o Cine Moçâmedes, na parte que converge para a Rua dos Pescadores


 

 

 
Vista sobre a cidade.  Esta preciosa foto faz parte de um grupo de 8 tiradas no dia 3 de Junho de 1939, a partir de uma avioneta e oferecidas por José Pereira Craveiro às suas filhas Maria de Lourdes Craveiro Nóbrega e Maria Delfina Craveiro Coimbra. Todos eram naturais de Moçâmedes.


Alfândega. Vista sobre a cidade.  Esta preciosa foto faz parte de um grupo de 8 tiradas no dia 3 de Junho de 1939, a partir de uma avioneta e oferecidas por José Pereira Craveiro às suas filhas Maria de Lourdes Craveiro Nóbrega e Maria Delfina Craveiro Coimbra. Todos eram naturais de Moçâmedes.

 
 Vista sobre a cidade.  Esta preciosa foto faz parte de um grupo de 8 tiradas no dia 3 de Junho de 1939, a partir de uma avioneta e oferecidas por José Pereira Craveiro às suas filhas Maria de Lourdes Craveiro Nóbrega e Maria Delfina Craveiro Coimbra. Todos eram naturais de Moçâmedes.

Vista sobre a cidade.  Esta preciosa foto faz parte de um grupo de 8 tiradas no dia 3 de Junho de 1939, a partir de uma avioneta e oferecidas por José Pereira Craveiro às suas filhas Maria de Lourdes Craveiro Nóbrega e Maria Delfina Craveiro Coimbra. Todos eram naturais de Moçâmedes.
 Vista sobre a cidade.  Esta preciosa foto faz parte de um grupo de 8 tiradas no dia 3 de Junho de 1939, a partir de uma avioneta e oferecidas por José Pereira Craveiro às suas filhas Maria de Lourdes Craveiro Nóbrega e Maria Delfina Craveiro Coimbra. Todos eram naturais de Moçâmedes.

 Vista sobre a cidade.  Esta preciosa foto faz parte de um grupo de 8 tiradas no dia 3 de Junho de 1939, a partir de uma avioneta e oferecidas por José Pereira Craveiro às suas filhas Maria de Lourdes Craveiro Nóbrega e Maria Delfina Craveiro Coimbra. Todos eram naturais de Moçâmedes.

 



Vista sobre a cidade.  Esta preciosa foto faz parte de um grupo de 8 tiradas no dia 3 de Junho de 1939, a partir de uma avioneta e oferecidas por José Pereira Craveiro às suas filhas Maria de Lourdes Craveiro Nóbrega e Maria Delfina Craveiro Coimbra. Todos eram naturais de Moçâmedes.

Vista sobre a cidade.  Esta preciosa foto faz parte de um grupo de 8 tiradas no dia 3 de Junho de 1939, a partir de uma avioneta e oferecidas por José Pereira Craveiro às suas filhas Maria de Lourdes Craveiro Nóbrega e Maria Delfina Craveiro Coimbra. Todos eram naturais de Moçâmedes.
Da colecção particular de Nelson Nóbrega

















Edificio do Banco de Angola de Moçâmedes. Colecção particular


  Colecção particular. Centenário 1949
 

 Observatório Metereológico. Demolido no inicio dos anos 1950

 Rua das Hortas



 Observatório Metereológico. Demolido no inicio dos anos 1950




 

Centenário

Centenário
  Colecção particular. Centenário 1949

  Colecção particular. Centenário 1949
 
   Colecção particular. Centenário 1949



   Colecção particular. Centenário 1949
 
Colecção particular. Centenário 1949
Colecção particular. Centenário 1949


Colecção particular. Centenário 1949
 
 Colecção particular. Centenário 1949

Colecção particular. Centenário 1949



 Dia da inauguração das Festividades  do Centenário de Moçâmedes, em 04 de Agiosto de 1949






 
 Edificio do Palácio da Justiça em  construção inicio dácada 1950


Rua das Hortas. Foto Salvador

 Colecção Particular. Caminho de Ferro de Moçâmedes
































Ver tb



Agradece-se a quem venha aqui retirar fotos e postais  para seus sites, blogs, facebook, etc, que não se aproprie daquilo que não lhe pertence, colocando legenda nas fotos e postais como se de propriedade sua se tratasse.Grande número de postais e fotos aqui exibidas fazem parte da minha colecção particular, outros tantos foram cedidas por conterrâneos, familiares e amigos, mas há outras que foram retiradas da Net e que ainda não consegui identificar quanto à  exacta proveniência, e que tão cedo quanto conseguir a colocarei aqui . Tem sido um trabalho de recolha exaustivo, pelo que se pede consideração  e se  agradece  a quem daqui retire algo que sejam dados os respectivos créditos,  mencionando este  blog como proveniência 


























Trechos do Jardim da Avenida da Praia do Bonfim (ex Avenida da República) e Praça Leal.
Antigamente1900.blogspot

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