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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Fotos e Postais do Namibe do antigamente, quando era Mossâmedes (depois Moçâmedes)...

Rua da Praia do Bonfim, Mossâmedes (Moçâmedes, Namibe). Repare-se à esq. como nesta altura o morro da Fortaleza se prolongava até aqui, tendo de ser desentulhado e levada a terra para uma depressão que ficava ao fundo da Avenida, após a Estação do Caminho de Ferro. Este era ainda  o tempo em que o lugar que daria lugar à futura Avenida estava ocupado por barracões.

Aqui começava a desenhar-se a Rua da Praia do Bonfim em finais do séc XIX.. À esq.o local onde seria aberta a Avenida da República, o que passou pelo derrube dos barracões, ao fundo, esq,  e terraplanagem  do terreno mais próximo, à esq na foto, para onde se prolongava a elevação onde assenta a Fortaleza.. Isso aconteceu nos anos 1930 do séc XX, a mando do então Capitão Mendonça que incumbiu dessa missão a soldadesca sob seu comando, que não queria vê-la ociosa.

 Rua dos Pescadores. À esq hoje são as traseiras do Cine Moçâmedes.No canto direito nasceu na década de 1950 o Hotel Turismo
Conforme  Manuel Julio de Mendonça Torres na sua obra "Moçâmedes, no periodo entre 1860 e 1879" No traçado moderno da vila, em forma quadriculada ou tabuleiro de damas, predominava a linha recta. A maioria dos prédios eram de um só piso, vendo-se já neste período, entre 1860 e 1879, ou no principio do seguinte,  duas casas construídas de 1º andar, a de João Duarte de Almeida, e aquela onde morava e tinha escritório José Júlio Zuzarte de Mendonça. Acredito sejam estas as duas casas a que Mendonça Torres se refere, ainda que diga que ambas ficavam na Rua da Praia do Bonfim, e não na Rua dos Pescadores.  No seu relato prossegue , dizendo que as ruas se encontravam por empedrar e ainda sem iluminação pública, o que iria acontecer no período imediato.  Começou neste período a cuidar-se da arborização das praças e ruas da vila.  Também nesta época começaram as plantações de "eucaliptos globulus" e outras palmeiras, segundo Costa Cabral, por iniciativa de do 1º médico de Moçâmedes, o Dr Lapa e Faro.


Descarregando víveres numa rua de Moçâmedes, no tempo em que as carroças de estilo boer eram o mais eficiente meio de transporte, um tempo provavelmente anterior ao do comboio e do automóvel. Foto de finais do século xix?


 Rua dos Pescadores, no troço que passa pela Praça Leal, antiga de Táxis. Neste tempo as carroças de estilo boer eram o mais eficiente meio de transporte,  antes do comboio e do automóvel. Para grandes travessias no deserto preferiam os dromedários adquiridos nas Canárias. Foto de finais do século xix
Dança de rua de Carnaval.
 Carregadores? Inicio do século XX
 Esta foto é antiquíssima, uma vez que o edificio da Alfândega se encontra em construção. Nesta foto tirada junto a uma fonte pública (Chafariz) carregam-se barris com água potável, nesse tempo em que a maioria das casas possuíam quintais com cacimbas (poços).

 Outra perspectiva com edifício da Alfândega em construção e barracão na Avenida à esq. Carregadores descansam . Trata-se de um dos mais antigos edificios que chegaram em bom estado aos nossos dias. Logo, estas fotos são antiquíssimas.

Conforme  Manuel Julio de Mendonça Torres na sua obra dedicada a Moçâmedes, no periodo entre 1860 e 1879 a vila já contava  com os seguintes edificios públicos:  Igreja de Santo Adrião, começada a construir em 27.07.1849 com o lançamento da 1ª pedra;  a Fortaleza de S. Fernando e a de Capangombe;  o Palácio do Governo; a Alfândega; o Hospital; o Matadouro; o Cemitério; o Obelisco a Sá da Bandeira; o Jardim da Colónia; já estava feito o traçado e os arruamentos;  a primeira ponte de caes; a estrada para Capangombe. 


Gravura com edificio da Alfândega e Telheiro

 
Gravura com edificio da Alfândega de Mossãmedes e Telheiro, do livro " CAÍQUES DO ALGARVE NO SUL DE ANGOLA ", de ALBERTO ÍRIA.
A ALFÂNDEGA DE MOÇÂMEDES TINHA SIDO CRIADA POR DECRETO DE 18/02/1851, MANDADO SUSPENDER EM 1854, PERANTE A CONSULTA DO CONSELHO ULTRAMARINO DE 19/O6/1953. O GOVERNO GERAL AO MESMO TEMPO QUE QUE PUBLICAVA A ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA DA PROVÍNCIA, POR DECRETO DE 07/11/1856 ( MOÇÂMEDES, HUILA, BUMBO E GAMBOS ) , PELA PORTARIA DE 492, 02/03/1857, ESTABELECER A ALFÂNDEGA DE MOÇÂMEDES, CUJO PORTO FICAVA ABERTO AO COMÉRCIO DOS NAVIOS DE TODAS AS NAÇÕES...- ALFREDO DE ALBUQUERQUE FELNER


Foto preciosa: Edificio da Alfândega de Moçâmedes, vendo-se em frente os telheiros onde ficavam arrecadadas as mercadorias, em plena Avenida, e também a linha férrea por onde deslizavam as vagonetas mo seu vai-vem entre a ponte, o Piquete da Guarda Fiscal e o edifício
O edificio da Alfândega de Moçâmedes é tão antigo que vem representado nos mais antigas fotos, gravuras e postais que se consegue encontrar da cidade...

Seguem fotos bastante antigas da cidade

 Rua da Praia do Bonfim, paralela à Avenida, e panorâmica geral

 Rua da Praia do Bonfim, paralela à Avenida, vista de cima
 Rua da Praia do Bonfim, paralela à Avenida



Neste tempo as ruas eram iluminadas a oleo de peixe, nomeadamente óleo baleia extraido numa fábrica de noruegueses na Praia Amélia , dedicados à captura de cetáceos
Numa rua de Moçâmedes. Esta bela foto de um tempo anterior ao automóvel e ao comboio, talvez já doo limiar do século XX, mostra bem como em Moçâmedes desde a fundação em 1849-50, se fixou e desenvolveu uma determinada burguesia, ainda que restrita, em grande parte originária do Brasil /Pernambuco, e que para ali se deslocou após a independência da colónia braseira, fugindo à onda anti-lusitana que então se desenrolou.
João Chagas, jornalista exilado em Moçâmedes, dizia na sua obra "Diário de um Condenado":
 "...Mossâmedes  não sendo uma colónia próspera , não fornecia borracha, marfim,  cera, café, produzia em comparação belas e saudáveis crianças que toleravam o sol ardente, e o interior das casas  da população branca, pintadas a cal, oca, anil, e vermelhão mantêm quadros e móveis tradicionais dos interiores das famílias portuguesas."
 A ter em conta que a colonização de Moçâmedes foi algo paradigmático, ela começou apenas e só apenas quando o anterior modelo fundado no tráfico de escravos negros para o Brasil e Américas começou a declinar, após a independência daquela colónia, que fizera atrasar Angola em seu proveito, portanto, após a publicação do decreto da abolição do mesmo tráfico, em 12 de Dezembro de 1836,   esse mesno tráfico que fizera emergir em Benguela e em Luanda,  uma burguesia mulata, saída da fusão entre negros e alguns brancos, e que teve no vil negócio a grande colaboração de negros dirigidos por sobas locais.  reconversão económica e da mão de obra disponível, e a fixação em Angola de familias vindas da Metrópole. 

Rua dos Pescadores, onde se vê as traseiras da Alfândega, à esq. e à dt o edificio da família Mendonça Torres e o edificio à dt que foi loja de Castro Silva , mais tarde dos Ilhas.

Ria das Hortas







quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Fotos e postais antigos de Mossâmedes (Moçâmedes, Namibe, Angola): passagem pela ponte e piquete da Guarda-Fiscal quando da visita do Conselheiro Gov.Geral Dr.Ramada Curto.1905






Fotos e Postais antigos de Mossâmedes (Moçâmedes, Namibe, Angola): A entrada para um Tedeum na Igreja de Santo Adrião à chegada do Governador Geral, Custódio Miguel Borja, em 1905

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Fotos e Postais antigos para a História da cidade do Namibe: A fazenda dos Cavaleiros

[Fazenda+dos+CAVALEIROS.JPG] 



Esta é a Fazenda dos Cavaleiros, onde Bernardino Freire de Figueiredo Abreu e Castro se dedicou às suas plantações e estabeleceu o seu engenho voltado para a exploração do açúcar



Tempos mais tarde alguém escreveu...
"...Num alto, dominando toda a extensão do domínio rural, erguem-se as ruínas de uma velha casa que supunha ter sido a casa do fundador. Perto do local há umas cubatas de pretos, e um velho deu-me uma correcta informação dos donos da Fazenda. Foi de um branco - disse. Depois foi da Companhia - a Companhia do Sul de Angola - e depois do Venâncio - Venâncio Guimarães, e agora é de um fulano de quem disse o nome, mas eu não o retive. Segundo o preto, as ruínas eram da casa do branco. Da amoreira, o preto não soube dar fé."  (...)
"...No salão nobre da Câmara, no lugar de honra, lá está o retrato a óleo do velho Bernardino, rodeado de outros notáveis. Gostei de ver, e ergui uma breve prece por aquele que foi, sem dúvida, um corajoso pioneiro e homem de acção. Aqui tem uma breve reportagem, e lamento não ter tido tempo para cavaquear com os velhos, para ver o que haveria ainda na tradição oral. Digo-lhe porém que a lembrança do velho Bernardino vive, como um protector da cidade, na lembrança de toda a gente, incluindo a rapaziada desportiva. Quando disputam futebol com Sá da Bandeira, invocam Bernardino, e quando começam a falar nele, nada lhes resiste. Ainha há pouco tempo estavam a perder um jogo e começavam da assistência a animar os jogadores: "Ber-nar-dino! Ber-nar-dino!" Pois acabaram ganhando, e atribuiram ao incitamento e apoio espiritual de Bernardino!  Veja pois, como está viva a memória do grande pioneiro!".
                                                                                   
Tudo isto é muito, mas não basta. É preciso erguer no coração de Moçâmedes um grande monumento ao fundador! É preciso erguer no coração de Nogueira do Cravo, um grande monumento ao maior filho daquela ridente povoação!

Apesar de figura pouco referida e até já esquecida nos nossos agitados dias, BERNARDINO FREIRE DE FIGUEIREDO ABREU E CASTRO, considerado o grande timoneiro do início da colonização do Distrito de Moçâmedes.


"...Recordai, hoje e sempre, com admiração, o homem, o herói e o mártir que fundou Moçâmedes. "Terá Moçâmedes esquecido o seu fundador?

Responde-se: de todo, não! Mas talvez não lhe tenham dado ainda o preito de justiça, de amor e de gratidão à altura dos seus méritos.



Do livro: "Bernardino Freire de Figueiredo Abreu e Castro, fundador de Moçâmedes" Padre José Vicente (Gil Duarte).





























Ver também AQUI
e AQUI 
Do livro Moçamedes de Manuel Julio Mendonça Torres

sábado, 1 de janeiro de 2011

Fotos e postais antigos de Mossamedes, Mocamedes, actual Namibe: Praia Amelia



A Praia Amélia em finais do século XIX, principios do século XX
Ver tb AQUI 
 
  Praia Amélia no início do século XX
 Praia Amélia no início do século XX
















 



Praia Amélia e a fábrica alí existente no início do século XX dedicada á industrialização de óleos e guanos dos cetáceos


 Praia Amélia, com pescaria do João Duarte e do Venâncio Guimarães, nos tempos aureaos da laboração
 Descarregando o pescado na ponte da Praia Amélia...



 Praia Amélia no tempo colonial





Creditos de imagem:
TVCiencia
Ver também