O primitivo Padrão do Cabo Negro, erguido em 1486 por Diogo Cão e os nautas, numa cerimónia seguida de missa . Repousa na Sociedade de Geografia Lisboa.
Daqui
Há mais de quinhentos e setenta
anos, Diogo Cão e os companheiros chegaram ao litoral desértico no
sudoeste de Angola, junto de um pequeno cabo de rocha escura, onde
colocaram um padrão ao qual deram nome de Cabo Negro, e acabaram por
entrar, sem darem por isso, numa angra: a baia de Mossâmedes...
Cabo Negro
(clicar AQUI)
e aqui
O Padrão que em 1891 foi erguido no Cabo Negro, para substituir o primitivo, erguido em 1486, por Diogo Cão. Este acabou vandalizado e destruído no pós-independência de Angola, em 1975
Daqui
QUANDO NAMIBE ERA MOSSÂMEDES...
Gravura com caravela navegando em plena baía de Mossâmedes... Ao fundo (a vila, centro/baixa, a Fortaleza de S. Fernando, O Palácio, a Igreja de Santo Adrião... A Fortaleza de S. Fernando, construída sobre um rochedo, que domina a formosa bahia serve de quartel ao 4.o batalhão de caçadores, conforme José Pereira do Nascimento, In O districto de Mossâmedes (1892)
Duas personalidades que foram decisivas na fundação de Mossâmedes (Moçâmedes/Namibe): Bernardino Freire de Figueiredo Abreu e Castro, o miguelista, que se exilou no Brasil após o triunfo do liberalismo em Portugal, onde se tornou professor de História do Colégio Pernambucano... Ver
AQUI

...e Simão da Luz Soriano, liberal, um dos "bravos do Mindelo", que em 1832 esteve ao lado de D. Pedro IV, quando o chamado “Exército Libertador” dos Açores partiu para o Porto com a finalidade de afirmar os ideais do liberalismo, contra o
conservadorismo. Foi chefe da Repartição de Angola no Ministério do Ultramar. Enquanto tal, interessou-se por uma Petição de Bernardino Freire de Figueiredo Abreu e Castro, ao Governo de Portugal, descrevendo a situação dos seus compatriotas perseguidos em Pernambuco (Brasil), pela revolução praieira, em que foi informando que muitos deles estavam interessados em transferir-se para outro sítio, onde tremulasse a bandeira portuguesa e onde pudessem fundar uma colónia agrícola. Foi compenetrado da alta importância das regiões exploradas, que resolveu elaborar uma Memória descritiva do porto de Moçâmedes (Mossâmedes-Namibe), as suas vantagens para a navegação e comércio, a salubridade do seu clima, e a fertilidade dos sertões limítrofes, a fim de expôr ao Ministro Visconde de Castro a necessidade de, com aquele grupo interessado de colonos, se fundar em Moçâmedes, no Sul de Angola, uma colónia agrícola, e tão activamente se empenhou junto do Ministro que este colocou a seu cargo a colonização do Distrito.
«Revelações da Minha Vida
Ver
AQUI
Pintura de autor anónimo : A baía de Moçâmedes, o morro da Torre do Tombo, um galeão, os barcos pesca... Europeus e os africanos, na praia saudando a chegada de um galeão... A chegada da 2ª colónia em 1850?
A área de Moçâmedes teve um primeiro
reconhecimento apenas em 1839, a que se seguiu, no mesmo ano, a criação
de uma feitoria e a instalação de uma pescaria algarvia em 1843. Com
cerca de cento e sessenta habitantes em 1849, recebeu então colonos
provindos de Pernambuco, fugindo à revolução praeeira...
Brasão de Armas
Brasão de Armas
Gravura da Igreja Matriz de Santo Adrião, em Moçâmedes: 1854-1857
Gravura da Igreja Matriz de Santo Adrião. Moçâmedes
Conheça a história desta Igreja
Ver AQUI
A Igreja Paroquial de Santo Adrião
De arquitectura religiosa despojada, erguida num tempo em que sopravam em Portugal ventos laicos, esta Igreja começou a ser erguida em 27 de Julho de 1849, por instruções do Governador Geral Acácio Adrião da Silveira Pinto, que encarregou o major Ferreira Horta de construir um templo de dimensões suficientes para albergar não só todos os habitantes da colónia, como ainda os indígenas vizinhos, que viessem à povoação assistir aos actos religiosos, ou que em dias santificados nela se encontrassem. Essa foi uma exigência do chefe da 1ª colónia, Bernardino Freire de Figueiredo Abreu e Castro, estando ainda no Brasil, bem como o acompanhamento de um pároco, o que não chegou a acontecer, tendo este sido nomeado mais tarde. (conf.relatório de 31 de Dezembro de 1854, do 5º Governador de Moçâmedes, Fernando da Costa Leal)

A Igreja de Santo Adrião foi testemunho de momentos como este, relacionados com as campanhas militares do sul de Angola, entre 1904 e 1915. Trata-se da chegada à Igreja de Santo Adrião de Moçâmedes, do 34ª Governador Geral Custódio Miguel Borja para um Tedeum na Igreja, em 1904, numa altura em que estava em causa a afirmação do Império, contra os levantes dos autóctones, tempos
da demarcação definitiva da fronteira sul do território angolano, face à
cobiça estrangeira, sobretudo alemã, àvida de se expandir
territorialmente mais para norte do Cunene... Ver tb
AQUI
No
início do séc XX batalhões militares desembarcaram por várias vezes em
Moçâmedes, vindos da Metrópole, a caminho da fronteira sul de Angola.
Portugal temia que as colónias em África fossem
atacadas, dada a
cobiça alemã dos territórios coloniais portugueses desde o final do
século XIX sendo prova disso os tratados anglo-alemães de 1898 e 1913,
onde, secretamente, as duas potências previam a sua partilha. As
colónias portuguesas faziam fronteira com duas colónias alemãs, a
Damaralândia, atual Namíbia, no Sul de Angola e a Leste Africana, atual
Tanzânia, no Norte de Moçambique. Para os alemães era fundamenta o
controlo dos portos situados no litoral sul de Angola e que eram
determinantes para a expansão económica da Damaralândia, já que esta
não possuía um grande porto de saída. Devido a tais pretensões, forças
alemãs efetuaram avanços táticos
em direção ao sul de Angola e ao norte de Moçambique, tornando-se iminente o confronto
com as forças militares portuguesas, que possuíam um potencial de combate diminuto,
devido
ao efetivo, tipologia e natureza das unidades do exército colonial. A
título de exemplo, a colónia de Angola estava ameaçada no Sul pelos
colonos bóeres e alemães que tentavam revoltar as populações locais
contra o domínio português e por forças militares junto à fronteira .

Ver neste blogue:
Naulila,
Alves Roçadas. O conselheiro governador-geral de Angola, Dr. António Duarte Ramada
Curto e comitiva à chegada a Moçâmedes. O exercício das suas funções de 1897-1900 e 1904-1906 aconteceu num período particularmente difícil para
Portugal, marcado por ua
crise económica e pelo Ultimatum
Britânico nos últimos dias da Monarquia Constitucional, o que determinou
não só o alcance das medidas adotadas, o seu próprio
afastamento da vida pública
Por esta altura teve sucesso a expedição ao Humbe destinada a castigar o gentio insubmisso e vingar o massacre causado ao Pelotão de Dragões comandado pelo Conde Almoster. Receava-se que a sublevação se propagasse ao planalto. ver
AQUI
Campanhas do sul de Angola: Batalhão desembarcado em Moçâmedes
Batalhão numa rua de Moçâmedes
Batalhão numa rua de Moçâmedes
Regresso do Batalhão e almoço na Chibia, onde militares foram efusivamente recebidos e aplaudidos.
1914 em Moçâmedes. O primeiro camião surgido no sul de Angola
Batalhão Expedicionário da Marinha em Moçâmedes
O Batalhão indígena
Sudoeste de Angola - travessia do vau do Pembe, durante a Grande Guerra
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| Navio "Salvador Correia" encostado à ponte de Moçâmedes descarregando material de guerra |
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1863
Um
dos postais mais antigos da cidade. Cheguei a possuir esta gravura em
quadro de 1.20 m de largura. Data: 1863. LIMA, João
Barbosa, 1839-1867
A povoação de
Mossâmedes, um dos marcos fundamentais de ocupação urbana e de
penetração para o interior sul‐leste do território, possuiu desde logo
um carácter próprio que, exceptuando os equipamentos institucionais ao
longo da baía (Forte, Palácio, Igreja, Hospital), esteve sempre assente
na retícula rigorosa e pioneira na "Africa portuguesa" que se implantou,
alongadamente, desde o Forte de São Fernando, no sentido
sudoeste‐nordeste, constituida por sete quarteirões rectangulares de
simetria perfeita, e três para o interior, na linha do urbanismo
oitocentista geometrizante e mecanicista, a seguir aplicadas a Sá da
Bandeira, como já o haviam sido no Mindelo (Cabo Verde).
A mesma gravura. 1863
Igual ao de cima, apresentando diferente enquadramento. Data: 1863 Vista geral da villa de Mossâmedes
[Visual gráfico / B. Lima ; Pedrozo [sculp.]. - [S.l. : s.n., 186-?]. - 1
gravura : madeira, p&b. Encontra-se na Biblioteca Nacional...
Mossâmedes
1888. LIMA, João Barbosa, 1839-1. À esq. o edifício da Alfândega .
Nesta altura a vila começava a tomar forma, desenhando-se já a futura
Avenida (Av. D. Luis) com plantação de coqueiros. Mais adiante, após
1910, mudou para Avª da República. Começou-se neste periodo a cuidar da
arborização das praças e ruas da vila. Também começaram as plantações
de "eucaliptos globulus", segundo Costa Cabral, e outras palmeiras por
iniciativa de Lapa e Faro.
Mossâmedes, a mesma gravura de M Moraes (pintada)
1863.
Conf. Manuel Julio de Mendonça Torres ,
entre 1860 e 1879 Mossâmedes já contava com os seguintes edificios
públicos: Igreja de Santo Adrião (começada a construir em 27.07.1849
com o lançamento da 1ª pedra), Fortalezas de S. Fernando e a de
Capangombe, Palácio do Governo, Alfândega, Hospital, Matadouro, Cemitério, Obelisco a Sá da Bandeira, Jardim da Colónia, e já
estavam feito o traçado e os arruamentos, a primeira ponte de cais, a
estrada para Capangombe. Este periodo correspondeu ao dos Governadores
António de Castro, Fernando Leal e Joaquim Graça. Em 1868 havia as Ruas
paralelas da Praia do Bonfim (onde ficavam a Alfândega e os CTT), a
Rua dos Pescadores, a Rua do Alferes, a Rua Calheiros e a Rua BoaVista.
As transversais eram as ruas dos Prazeres e de S. João, que cortavam a
da Praia do Bonfim, a Rua da Alegria e a Rua Bom Jardim, que
atravessavam a Rua Calheiros, a Rua Formosa que cruzava com a
Boavista, e as Travessas de Santo António, Cancela, da Alfândega e
Flores, que partia da Rua da Praia do Bonfim e terminavam na Rua
Calheiros.
Mossâmedes em gravura de M Moraes. 1863.
No traçado em forma quadriculada, ou tabuleiro de damas, predomina a
linha recta...
... A maioria dos prédios eram de um só piso, vendo-se já,
neste período, ou principio do seguinte, duas casas construidas de 1º
andar, a de João Duarte de Almeida, e aquela onde morava e tinha
o escritório José Júlio Zuzarte de Mendonça, ambas na Rua da Praia do
Bonfim.
Conf. Manuel Julio de Mendonça Torres ,
entre 1860 e 1879 Mossâmedes já contava com os seguintes edificios
públicos: Igreja de Santo Adrião (começada a construir em 27.07.1849
com o lançamento da 1ª pedra), Fortalezas de S. Fernando e a de
Capangombe, Palácio do Governo, Alfândega, Hospital, Matadouro, Cemitério, Obelisco a Sá da Bandeira, Jardim da Colónia, e já
estavam feito o traçado e os arruamentos, a primeira ponte de cais, a
estrada para Capangombe. Este periodo correspondeu ao dos Governadores
António de Castro, Fernando Leal e Joaquim Graça. Em 1868 havia as Ruas
paralelas da Praia do Bonfim (onde ficavam a Alfândega e os CTT), a
Rua dos Pescadores, a Rua do Alferes, a Rua Calheiros e a Rua BoaVista.
As transversais eram as ruas dos Prazeres e de S. João, que cortavam a
da Praia do Bonfim, a Rua da Alegria e a Rua Bom Jardim, que
atravessavam a Rua Calheiros, a Rua Formosa que cruzava com a
Boavista, e as Travessas de Santo António, Cancela, da Alfândega e
Flores, que partia da Rua da Praia do Bonfim e terminavam na Rua
Calheiros.

Gravura com edificio da Alfândega e Telheiro. De arquitectura classizante, frontão e
vãos de arco redondo, como era comum em edifícios
governamentais, tribunais, estações de
caminho-de‐ferro, sedes municipais (câmaras), etc.
Começou a ser
construido em 1863, no primeiro ano do seu segundo governo, sendo a
sua construção ultimada em Abril de 1868, no tempo da administração do
governador Joaquim Graça. (Referindo-se a notícias sobre o assunto no
livro de Brito Aranha: "Memórias Histórico- Estatísticas" a pág. 273.)
A Alfândega, lindo edifício situado a meio da rua principal, próximo á
praia; possue vastos armazéns e boas sallas; communica por meio de
carris de ferro com a ponte-caes, boa construcção em ferro e madeira. In O districto de Mossamedes (1892), de José Pereira do Nascimento
Gravura do edifício da Alfândega de Mossâmedes, com gravação Governador Fernando da Costa Leal . 1853-1865. Ao lado um telheiro e imagens de residentes sugestivas dos costumes da época. Tremulando a bandeira da
monarquia constitucional (azul e branco, com escudo). Do livro " CAÍQUES DO ALGARVE NO SUL DE ANGOLA ", de ALBERTO ÍRIA
O edifício da Alfândega, primorosamente acabado, obra do benemérito Governador Leal, era dos mais regulares, elegantes e sólidos que havia em toda a Província" , lamentando porém, que não lhe correspondesse o movimento que seria para desejar, visto que estava quase sempre ermo de fardos.
In "Conspecto
Imobiliário do Distrito de Moçâmedes, no ciclo de 1860 a 1879", por Manuel
Júlio de Mendonça Torres, Declarações de Pinto de Balsemão no relato da sua
viagem a Moçâmedes, conf. ofício datado de 27 de Março de 1868. Referindo-se a notícias sobre o assunto no
livro de Brito Aranha: "Memórias Histórico- Estatísticas" a pág. 273.
A ALFÂNDEGA DE MOÇÂMEDES TINHA SIDO CRIADA POR DECRETO DE 18/02/1851, MANDADO SUSPENDER EM 1854, PERANTE A CONSULTA DO CONSELHO ULTRAMARINO DE 19/O6/1953. O GOVERNO GERAL AO MESMO TEMPO QUE QUE PUBLICAVA A ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA DA PROVÍNCIA, POR DECRETO DE 07/11/1856 ( MOÇÂMEDES, HUILA, BUMBO E GAMBOS ) , PELA PORTARIA DE 492, 02/03/1857, ESTABELECER A ALFÂNDEGA DE MOÇÂMEDES, CUJO PORTO FICAVA ABERTO AO COMÉRCIO DOS NAVIOS DE TODAS AS NAÇÕES...- ALFREDO DE ALBUQUERQUE FELNER
.
MOSSÂMEDES EM MARCHA...
ver
AQUI

Postal (foto)
do edifício da Alfândega de Mossâmedes ainda em construção. Regista a presença de europeus e africanos junto a uma carroça de tipo boer, numa pausa de trabalho Data: anterior a 1863, data do início da construção.
Ocupa uma área de 1081 metros quadrados,
tendo de frente 23 metros, de fundo 47 e de pé direito, 6. É de
alvenaria, mas as portas e janelas têm guarnecimentos de cantaria.
Sustenta-o uma cobertura de telha. Consta de cinco salas e dois grandes
armazéns com um pátio no centro. A porta da entrada olha para a baía, e
a da saída para a Praça da Colónia. Paralelamente ao edifício
levantou-se um telheiro de madeira que já não existe. Media este 9
metros de largura e 23 de fundo apoiados em 12 pilares de madeira
assentes em socos de cantaria. Servia o telheiro para abrigar os
escaleres da Alfândega e as mercadorias que houvessem de embarcar a
horas em que a repartição estivesse fechada.ºA construção da Alfândega custou, aproximadamente, 12.000$000 réis.
Boletim Geral do Ultramar . XXX - 348 e 349
PORTUGAL. Agência Geral do Ultramar.
Nº 348-349 - Vol. XXX, 1954, 289 pags.
Postal (foto) com data anterior a 1863. Ao fundo, Edificio da Alfândega em construção. Mais próxima, uma carroça puxada por bois, introduzida por boers, recolhe água potável de um chafariz, nesse tempo em que a
maioria das casas possuíam quintais com cacimbas (poços). Sobre os boers. ver AQUI
.
Outra perspectiva com edifício da Alfândega em construção e barracão na
Avenida à esq. Carregadores descansam . Trata-se de um dos mais antigos
edificios que chegaram em bom estado aos nossos dias
MOSSÂMEDES NO TEMPO DOS BARRACÕES EM PLENA AVENIDA...
Mossâmedes começou por ser um Presidio, à volta do qual vão surgindo lentamente alguns barracões cobertos de palha, dispersos pelas elevações contíguas e onde se albergam os iniciadores da ocupação do sul de Angola. Portanto ainda na zona alta de Mossâmedes. A povoação foi crescendo ao ritmo do crescimento da economia dos colonos que ali
ali investiam os seus ganhos, e trabalhavam, tendo por mão de obra
serviçais africanos (de início ex-escravos para ali enviados pelo
Governo, em seguida "contratados" proveniente do planalto central, e
livres). Por volta de 1847 verificava-se já a existência de 7 feitorias
Postal (foto): A vila, os barcos, os barracões, os coqueiros... Uma perspectiva da vila, onde se vêem
barcos, barracões, coqueiros, a 1ª arborização da Avenida D.
Luis ( como se chamava na época, em homenagem ao rei consorte, esposo de D. Maria II), e mais tarde
da Avenida República ( pós 1910). Colecção particular.
Postal (foto). A vila, os barcos, os barracões, os coqueiros...Colecção particular
A vila, os imprescindíveis coqueiros, os barracões, e o moinho de vento com as velas a rodar em pleno deserto... Colecção particular
Postal (foto). A vila, os barcos, os barracões, os coqueiros... Colecção particular
Rua da Praia do Bonfim, paralela à Avenida, e panorâmica geral
Um trecho da vila de Mossâmedes a estender-se para o deserto...
A vila e a Avenida a desenhar-se. Colecção particular
Rua da Praia do Bonfim, paralela à Avenida, vista de cima
Rua da Praia do Bonfim, paralela à Avenida
Rua da Praia do Bonfim, Mossâmedes (Moçâmedes, Namibe). Repare-se à esq.
como nesta altura o morro da Fortaleza se prolongava até aqui. À esq.
os barracões, onde foi aberta a Avenida da República
Aqui começava a desenhar-se a Rua da Praia do Bonfim em finais do séc
XIX.. À esq.o local onde
seria aberta a Avenida da República, o que passou pelo derrube
dos barracões, ao fundo, esq, e terraplanagem do terreno mais
próximo, à esq na foto, para onde se prolongava a elevação onde assenta a
Fortaleza.. Isso aconteceu nos anos 1930 do séc XX, a mando do então
Capitão Mendonça que incumbiu dessa missão a soldadesca sob seu comando,
que não queria vê-la ociosa.
Perspectiva da vila de Mossâmedes, da colecção de J. A Cunha
Moraes. Ao fundo da Rua da Praia do
Bonfim, podemos ver o edifício da Alfândega dotado com 3 frentes, e portal
em 2 frentes, para melhor enquadramento e
perspectiva
AS RUAS PARALELAS E TRANSVERSAIS
Rua dos Pescadores. À esq hoje são as traseiras do Cine Moçâmedes
Neste tempo as ruas eram iluminadas a oleo de peixe, nomeadamente óleo
baleia extraido numa fábrica de noruegueses na Praia Amélia , dedicados à
captura de cetáceos
Descarregando víveres numa rua de Moçâmedes, no tempo em que as carroças de estilo boer eram o mais eficiente meio de
transporte, um tempo antes do comboio e do automóvel. Foto de finais do
século xix
Rua dos Pescadores, no troço que passa pela Praça Leal, antiga de
Táxis. Neste tempo as carroças de estilo boer eram o mais eficiente meio
de transporte, um tempo antes do comboio e do automóvel. Foto de finais
do século xix
Rua dos Pescadores em dia de Carnaval
Carregadores?
Colecção particular do moçamedense Albino da Cunha
Numa rua de Moçâmedes. Esta bela foto de um tempo anterior ao automóvel e
ao comboio, talvez já doo limiar do século XX, mostra bem como em
Moçâmedes desde a fundação em 1849-50, se fixou e desenvolveu uma
determinada burguesia, ainda que restrita, em grande parte originária do
Brasil /Pernambuco, e que para ali se deslocou após a independência da
colónia braseira, fugindo à onda anti-lusitana que então se desenrolou. A
ter em conta que o atraso de Angola ficou a dever-se
ao desenvolvimento do Brasil e que o desenvolvimento do Brasil por sua
vez ficou a dever-se ao tráfico de escravos negros africanos, que pelo
menos até ao último quartel do século XIX para ali escoou, e que e que
fez emergir nas principais cidades de Angola, Benguela e Luanda, uma
burguesia mulata, saída da fusão entre negros e alguns brancos, e que
teve a grande colaboração de negros sobretudo de sobas locais. A
fundação de Moçâmedes já aconteceu no quadro de um novo paradigma
colonial, não na base do tráfico, mas no sentido de uma ocupação branca e
desenvolvimento económico
O primeiro Moinho de vento de Mossâmedes. Colecção particular.
De entre as máquinas agrícolas usadas no Distrito, na sua fase incipiente,
interessa particularmente mencionar o moinho de vento a que se refere a
estatística respeitante ao ano de 1854, anexa ao ofício do Gov. Fernando Leal, dirigido ao Ministério do Ultramar, em 2 de Janeiro de
1855. Pertenceu a João da Costa Mangericão, que o Governador Sérgio de
Sousa considerava um dos artistas mais prestáveis da Colónia. Começou a
moer em 15 de Agosto de 1851, como se lê no Relatório de Sérgio de
Sousa, de 31 do mesmo mês e ano, mas parece que em face dos insucessos
agrícolas dos primeiros anos, que só teve regular funcionamento a partir
de 1853, ano em que a agricultura distrital prin.principiara a
desenvolver-se. Assente em casa própria, era movido pela acção do vento,
sendo de ferro coado todas as rodas dentadas. Moía, termo médio,um
cazunguel de grão por hora. Moinho e casa , fora tudo trabalho executado
pelo seu proprietário. ( B.O. nº322, de 29 de Novembro de 1851)

O moinho de vento de Mossâmedes
O Palácio do Governador de Moçâmedes
Iniciado
em 1858 e concluido apenas em 1889, por falta de mão de obra e
materiais para os acabamentos, este Palácio foi quase totalmente
destruido por um incêndio, em 26 de Maio de 1899 (conforme apontamento
existente na Administração Civil de Moçâmedes), por causas que se
desconhecem, tendo ficado apenas de pé as paredes, que assim
permaneceram, expostas ao
tempo por mais 20 anos, até que foi concluido nos anos 1921 e 1923, já
no tempo
de
Norton de Matos, como Alto Comissário para a
colónia de Angola (1921 a 1924).

Considerado o melhor Palácio regional de todo o Ultramar português,
ficou a dever-se a sua construção ao Governador Fernando da Costa Leal
O districto de Mossâmedes (1892), de José Pereira do Nascimento que assim o referia:
... Sobressaia o Palácio do Governador, em cuja frontaria alta se rasgavam
três janelas de sacada. As ruas encontravam-se por empedrar e ainda sem iluminação pública, o
que iria acontecer no período imediato. "...Os
seus principaes edifícios públicos são : o palácio do governo, o melhor
das nossas possessões, bella obra de architectura montada com luxo e
grandeza; n'elle estão installadas as principaes repartições públicas.
Palácio, Igreja e as antigas construções em madeira (pequenas vivendas) para funcionários públicos. Colecção Centenário: 1949
O Palácio, com as novas moradias dos funcionários públicos (por detrás), e a Igreja de Santo Adrião, no inicio dos anos 1950. Ver AQUI
A
Avenida Felner tendo em 1º plano o Hospital D. Amélia, demolido no
início da década de 1950, com corpo central e laterais formada de
barracões, systema Tolhít.
Fotos
de um trecho da vila de Mossâmedes, vendo-se ao fundo a vivenda
romântica em estilo "arte noveau" mandada construir por Lapa e Faro o 1º
médico, contemporâneo os fundadores.
A Igreja de Santo Adrião. Anos 1930.
Colecção particular.
A casa em estilo romântico/ arte moveau, mandada contruir pelo Dr Lapa e Faro
A casa mandada contruir pelo Dr Lapa e Faro/ mais tarde pertença da Sra Gonçalves- Desvia.
na Rua Calheiros, ao lado da Câmara Municipal .Colecção particular. Ver AQUI
O Major Médico Dr. JOÃO CABRAL PEREIRA LAPA E FARO
Vistas sobre a vila. Colecção João Crisóstomo. Ao funfo, imponente o Palácio.
Vistas sobre a vila.
à direita vê-se a lateral do edificio da Alfândega, e á direita o "Jardim da Colónia"

![[002.jpg]](https://3.bp.blogspot.com/_QN04x6AzKRw/R5aHSyvzHOI/AAAAAAAAGQU/wJoZcmdI7-4/s640/002.jpg)
Mossâmedes já é cidade! ...
A povoação de Moçâmedes foi elevada a vila em 1851, e a cidade em 1907,
em relação com a ferrovia nascente. Começou neste período a cuidar-se da arborização das praças e ruas da
vila, e começaram também as plantações de "eucaliptos
globulus" e outras palmeiras por iniciativa de Lapa e
Faro, segundo Costa Cabral.
João Chagas, jornalista exilado em Moçâmedes, dizia na sua obra
"Diário de um Condenado":
...Mossâmedes não sendo uma colónia próspera , não fornecia borracha,
marfim, cera, café, produzia em comparação belas e saudáveis crianças
que toleravam o sol ardente, e o interior das casas da população
branca, pintadas a cal, oca, anil, e vermelhão mantêm quadros e móveis
tradicionais dos interiores das familias portuguesas.
Na obra "O districto de Mossâmedes (1892, de José Pereira do Nascimento): Possue ruas espaçosas, compridas, bem alinhadas e divididas
em quarteirões simétricos, todas calçadas e illuminadas a petróleo. Nota-se
n'ellas extremo aceio e limpeza, que rivalisam com a regular disposição e
óptima divisão. Possue uma bella avenida arborisada que se prolonga com a
praia e dá lindo aspecto ás suas casas, que se destacam por entre renques de
palmeiras.
Na obra "O districto de Mossâmedes (1892), de José Pereira do Nascimento": .... As casas são lindas construcções modernas, em que as boas condiçõívs
hygienicas andam a par com o bom gosto e solidez. Quasi todas são assoalhadas e
forradas com boas madeiras da Europa. São bem divididas, bem orientadas e
aceiadas. Os seus tectos são chatos e as frontarias, pintadas com gosto, são
dispostas com arte e belleza. Quasi todas
possuem jardim e quintal, que fornece excellentes hortaliças e tem uma cacimba
d'onde se extrae a agua para os usos ordinários. Foto: Foto: colecção particular
NOS TEMPOS EM QUE MOÇÂMEDES SE ESCREVIA COM DOIS "SS", QUE A AVENIDA SE CHAMAVA D. LUÍS, E POSSUIA AO CENTRO UM ROMÂNTICO CORETO QUE A TORNAVA ENCANTADORA
A Avenida ficou a denominar-se "Avenida D: Luiz". Exibia ao centro um belo e tradicional CORETO
A Avenida ficava entre a rua da Praia do Bonfim, a que exibia um maior número de construções, e a rua Bastos
Avenida e CORETO , onde aos domingos bandas de música iam tocar...
Era um local de lazer como sempre foi até finais da década de 1950. Nesta década as pessoas convergiam para a Avenida após as matinés de domingo no Cine Moçâmedes, e faziam dela "Picadeiro". Ali os mais velhos sentavam-se e conversavam, as crianças brincavam e corriam , os jovens passeavam para a frente e para trás, para cima e para baixo, enquanto conversavam , conviviam e flirtavam. Com a entrada nos anos 1960 os interesses da população diversificaram-se, surgiu mais uma casa de espectáculos, o Impala Cine, e passaram a dirigir-se também para os campos de jogos, para as sedes dos clubes onde se desenrolavam bailes, para as "Festas do Mar", etc etc.
Ver AQUI
Ver AQUI. Foto de finais do século XIX, inicio do século XX. Muito provavelmente de alguam colecção editada quando da visita do Principe D Luiz, em 1907, que foiessencialmente um exercício de relações públicas e afirmação de soberania perante os demais poderes europeus. http://mossamedes-do-antigamente.blogspot.com/2007/08/visita-mocamedes-do-principe-real-dom.html

Aspecto luxuriante da vegetação da Avenida de Moçâmedes no início do século XX

Trexo da Avenida e Observatório Metereológico, demolido nos anos 1950
Na Rua da Praia do Bonfim. à esq o Banco de Angola.
Este era um dos
conjuntos habitacionais e traça tradicional portuguesa dos mais
interessantes da cidade, infelizmente já em parte derrubado . Colecção particular.
Esta foto, note-se não é de 1868. Esta data é a da inauguração do BNU de
Moçâmedes, como vem legendada. Pela indumentária das senhoras ela deve
ser dos anos 20, do século XX, nunca de antes. A foto parece expandida
deixando a impressão de o edificio do Banco de Angola de Moçâmedes, ser
mais largo que na realidade é.
Quando o BNU foi extinto e em seu lugar surgiu o Banco de Angola, este
edifício que havia sido mandado construir pelo colono Francisco
Rodrigues Pinto da Rocha para sua moradia, e fora vendido àquele
primitivo Banco pelos herdeiros, passou a pertencer ao Banco de Angola, o
novo Banco, segundo informações fornecidas por Neco Mangericão, neto
de um colono fundador, vindo de Pernambuco, contemporâneo do 1º
proprietário, o colono Francisco Rodrigues Pinto da Rocha.
s.
Edificio do Banco de Angola, na Avenida
No final da época colonial este belo edifício de linhas classizantes,
representativas de uma época e de um estilo irrepetíveis, reclamava já
algumas obras, mas o Banco de Angola pretendia que o mesmo fosse
demolido e não recuperado, bem como todo o quarteirão em que ainda hoje
se encontra em terreno que converge para as ruas da Praia do Bonfim, S.
João, Rua dos Pescadores, e Bernardino Abreu e Castro. O objectivo era
construirem no centro do referido quarteirão um edificio novo, rodeado
de zonas ajardinadas, porém a Câmara Municipal de Moçâmedes entendeu
recusar por considerar que se tratava de um edificio histórico, que
fazia parte da memória da cidade, e que alterações ao nível dos
quarteirões iriam também modificar a paisagem do centro histórico que
devia manter a quadricula rigorosa do traçado e os edifícios existentes
convergindo para as respectivas ruas

Postal
editado quando da visita do Principe D. Luiz Filipe em 1907, e da
subida ds vila de Mossâmedes, a "real cidade de Mossâmedes". Retirado de
IICT
A Rua dos Pescadores e o Jardim da Colónia na década de 1940. Colecção Particular.
O Jardim da Colónia numa época anterior. Neste jardim encontra-se o Cine Moçâmedes. Ver AQUI
Barracões
da Avenida em 1º plano. Por detrás do barracão da esq. passa a Rua da
Praia do Bonfim, e fica o edifício da Alfândega. A rua que se abre, é a
Rua 4 de Agosto que sobe para o deserto. Por detrás do barracão da dt.
ficava o Jardim da Colónia, mais tarde (anos 1940) foi aí construído o
Cine Teatro Moçâmedes
Monumento projectado para o Jardim da Colónia que nunca chegou a ser inaugurado. Ver AQUI
Foto tirada em 1938, por ocasião da visita do Presidente da República portuguesa, Óscar de Fragoso Carmona. Ao centro, um arco de triunfo, erguido à entrada da Rua 04 de Agosto, até à Câmara Municipal e salão nobre dos Paços do Conselho. À dt. podemos ver à frente de um automóvel. Ver
AQUI

Companhia Comercial de Angola, mais tarde Hotel Moçâmedes
Palácio do Governador e Tribunal
AS RUAS TRANSVERSAIS: DOS PESCADORES, DAS HORTAS, GOVERNADOR CALHEIROS...
Rua dos Pescadores. Colecção João Cristiano
Rua dos Pescadores, onde se vê as traseiras da Alfândega, à esq. e à dt o
edificio da família Mendonça Torres e o edificio à dt que foi loja de
Castro Silva , mais tarde dos Ilhas.
Rua das Hortas

Este
postal de Mossâmedes/Moçâmedes permite ver o edifício que mais tarde
foi do Hotel Moçâmedes, no gaveto entre a Rua de S. João e a Rua dos
Pescadores. Colecção Particular.
Rua dos Pescadores. Colecção Particular
Rua dos Pescadores em dia de Carnaval. Colecção Particular
Rua dos Pescadores. Colecção Particular
Vistas sobre a vila. Zona de cruzamento entre a Rua das Hortas e a 4 de Agosto.
Colecção particular.
Vistas sobre a vila. Colecção particular. Entre a Rua Calheiros e a Rua das Hortas

Edificio da Câmara Municipal de Mossâmedes
O páteo do edifício da Câmara Municipal, onde funcionou em tempos idos uma Escola.. Colecção particular

Escola Portugal ou n. 55 de Pinheiro Furtado, entre a Rua Calheiros e a Rua da Fábrica. Colecção particular
EDIFÍCIOS MANDADOS DEMOLIR NA DÉCADA DE 1950...
Edifício do Cabo Submarino, também conhecido por «Chalet da Companhia Telegraphica».
Neste
edifício, intimamente ligado à colonização do sul de Angola, e à
demarcação da fronteira sul, funcionou, a partir do último quartel do
século XIX, uma Central de Comunicações por cabo telegráfico submarino,
que fazia a
ligação de Moçâmedes à cidade do Cabo, na África do Sul, e às cidades
de Benguela, Novo Redondo e Luanda. O
estabelecimento do Cabo Submarino foi contemporâneo da Conferência de
Berlim (1884-5), onde foi determinada a "partilha de África" pelas
potências europeias.
Observatório Metereológico Gomes de Sousa (1903), demolido no inicio dos anos 1950.
Ficava
junto à praia das Miragens em local próximo do edificio do edificio dos
CTT. Foi assim
denominado em homenagem ao Director do
Observatório de Luanda, e a sua construção ficou a dever-se a uma
proposta dirigida ao Governo Geral de Angola pelo Dr José Pereira do
Nascimento, explorador naturalista que teve para o efeito que recorrer a
uma subscrição pública, onde participaram figuras sonantes da época.
As primeiras observações foram
feitas no dia 1 de Janeiro de 1904, pelo naturosta, apenas com
os poucos aparelhos que o naturista dispunha. Quanto aos motivos que
levaram à sua demolição,
o objectivo era arborizar toda a zona, dar à cidade um melhor aspecto
vista do mar, e proporcionar aos banhistas e aos turistas maior
desafogo. Numa exposição para o efeito apresentada pela Câmara por
altura da visita em 1932 do Ministro das Colónias, Dr. Armindo
Monteiro, a Câmara Municipal chamava a atenção para questões tidas
como da maior importância, e solicitava ao Governo, entre outras,
autorização para reservar para «Praia de Banhos» a zona marítima, que
ia
desde o Observatório Metereológico até à Fortaleza de São Fernando,
fazendo desaparecer dali todas as construções.... Sabe-se que muito
tempo decorreu entre a exposição e o início
das obras na zona (cerca de 20 anos). Obviamente, poupou-se a Fortaleza,
mas a verdade é
que o Observatório Meteorológico acabou demolido. Porquê? Má
interpretação do texto? Falta de sensibilidade em relação ao dever de
preservação
do património arquitectónico e histórico da cidade. á época pouco
divulgado e interiorizado? Apagou-se um testemunho vivo da história de
Moçâmedes. Ver
AQUI
OUTROS EDIFICIOS
Ver
AQUI
O edifício da Estação do CFM. Colecção particular

Estação do Caminho de Ferro de Moçâmedes (Namibe) e espectadores a
assistir a um desafio de Futebol. Foto anterior à construção do
primitivo campo, um pouco mais ao fundo. 1921
O edifício da Estação dos CFM
Colecção Particular. Caminho de Ferro de Moçâmedes com monumento à 1ª locomotiva.
Trechos do Jardim da Avenida da Praia do Bonfim (ex Avenida da República) e Praça Leal.
Antigamente1900.blogspot
TVCiencia
A REORGANIZAÇÃO DA AVENIDA DA REPÚBLICA NOS ANOS 1930
ver
AQUI
O desaterro e terraplanagem da elevação prolongamento do morro de S. Fernando
1920/30. Cedida por Aurélio Baptista
O desaterro e terraplanegem da elevação prolongamento do morro de S. Fernando
1920/30. Cedida por Aurélio Baptista
Avenida da República, no local onde foi construido o Quiosque estava o Obelisco erguido em homenagem a Sá da Bandeira, o paladino da abolição do tráfico de escravos em 1836
Avenida com Fortaleza e Palácio ao fundo
Vista sobre a cidade. Esta preciosa foto faz parte de um grupo de 8 tiradas no dia 3 de Junho de 1939, a partir de uma avioneta e oferecidas por José Pereira Craveiro às suas filhas Maria de Lourdes Craveiro Nóbrega e Maria Delfina Craveiro Coimbra. Todos eram naturais de Moçâmedes.
Alfândega. Vista sobre a cidade.
Trecho da Avenida da República, co o o primitivo Quiosque e o Obelisco a Sá da Bandeira, este no local onde foi construido o actual Quiosque
Esta preciosa foto faz parte de um grupo de 8 tiradas no dia 3 de Junho de 1939, a partir de uma avioneta e oferecidas por José Pereira Craveiro às suas filhas Maria de Lourdes Craveiro Nóbrega e Maria Delfina Craveiro Coimbra. Todos eram naturais de Moçâmedes.
Vista sobre a cidade, podendo ver-se no canto inferior esquerdo o Observatório Metereológico. Esta preciosa foto faz parte de um grupo de 8 tiradas no dia 3 de Junho de 1939, a partir de uma avioneta e oferecidas por José Pereira Craveiro às suas filhas Maria de Lourdes Craveiro Nóbrega e Maria Delfina Craveiro Coimbra. Todos eram naturais de Moçâmedes.
Avenida e Rua da Praia do Bonfim antes da construção do edificio do Banco de Angola.
Colecção particular.
Uma vista da Rua da Praia do Bonfim, antes da construção do edifício que foi Banco de Angola

Uma vista da Rua da Praia do Bonfim, após a construção do edifício que foi Banco de Angola

Cheias do Bero nos anos 1940.
Em Moçâmedes raramente chovia, mas de vez em quando era a valer... Uma dessas vezes foi na década de 1940. Nessa altura, as margens do rio Bero ainda não estavam reguladas, a chuva foi tanta que as águas transbordaram do leito, alagaram os terrenos marginais, e avançaram rumo à parte baixa da cidade, tendo o caudal na sua passagem transvasado como uma cascata para o interior as «furnas de Santo António» (1ª e 2ª fotos). As ruas ficaram de tal modo alagadas que algumas pessoas chegaram a utilizar pequenos barcos para poderem se deslocar de um lado para outro.

As «furnas de Santo António» ficavam próximo do antigo aeroporto de Moçâmedes (o velho campo de aviação), e no ano de 1972, aproveitando a morfologia do terreno, foram ocupadas pelo novo Estádio Municipal. Ver
AQUI..

Outra cheia em data mais recente
Vista sobre a cidade. Esta preciosa foto faz parte de um grupo de 8 tiradas no dia 3 de Junho de 1939, a partir de uma avioneta e oferecidas por José Pereira Craveiro às suas filhas Maria de Lourdes Craveiro Nóbrega e Maria Delfina Craveiro Coimbra. Todos eram naturais de Moçâmedes.
Vista sobre a cidade. Esta preciosa foto faz parte de um grupo de 8 tiradas no dia 3 de Junho de 1939, a partir de uma avioneta e oferecidas por José Pereira Craveiro às suas filhas Maria de Lourdes Craveiro Nóbrega e Maria Delfina Craveiro Coimbra. Todos eram naturais de Moçâmedes.
Vista sobre a cidade. Esta preciosa foto faz parte de um grupo de 8 tiradas no dia 3 de Junho de 1939, a partir de uma avioneta e oferecidas por José Pereira Craveiro às suas filhas Maria de Lourdes Craveiro Nóbrega e Maria Delfina Craveiro Coimbra. Todos eram naturais de Moçâmedes.
Vista sobre a cidade. Esta preciosa foto faz parte de um grupo de 8 tiradas no dia 3 de Junho de 1939, a partir de uma avioneta e oferecidas por José Pereira Craveiro às suas filhas Maria de Lourdes Craveiro Nóbrega e Maria Delfina Craveiro Coimbra. Todos eram naturais de Moçâmedes.
CENTENÁRIO: 04 DE AGOSTO DE 1949:
Dia da inauguração das Festividades do Centenário de Moçâmedes, em 04 de Agosto de 1949. Ao fundo o velho coreto, onde aos domingos bandas iam tocar...
Colecção particular. Centenário 1949
Colecção particular. Centenário 1949
Colecção particular. Centenário 1949
Colecção particular. Centenário 1949
Colecção particular. Centenário 1949
Colecção particular. Centenário 1949
Colecção particular. Centenário 1949
Colecção particular. Centenário 1949

Colecção particular. Centenário 1949

Colecção particular. Centenário 1949
Colecção particular. Centenário 1949
Centenário 1949. Colecção particular
Este Chafariz foi construido por Manuel da Costa Mangericão, um
dos componentes das colónias de emigrantes vindas do Brasil 1849/50
Colecção João Crisóstomo
A Praça Leal, tendo no centro o chafariz., ainda antes da construção de um edificio que iria incendiar , no local onde passou a estar mais tarde a Drogaria Nova
, mas agora com um edificio de 2 pisos que incendiou
A Praça
Leal com o
chafariz à dt. Mais ao mesnos ao centro, o edificio de traça classizante
do
Sindicato da Pesca, ladeado por casas térreas de traça tradicional
portuguesa. à dt o
edificio de 1º andar também de traça classizante qie foi propriedade da
familia Torres. As casas que se vêm àesquerda do edifício que foi do
Sindicato da Pesca faziam parte de um dos conjuntos mais interessantes
de casas térreas da cidade e foram recentemente demolidas para dar lugar
a
um edificio de 1º andae que desilustra sobremaneira a paisagem desta
Praça, porque de estilo desenquadrado da paisagem. À dt a
parte lateral do edifício da Alfândega, onde funcionaram os primitivos
Correios.
A Praça
Leal
A PRAÇA LEAL E O SEU CHAFARIZ
A Praça
Leal
A Praça
Leal
A Praça
Leal
A Praça
Leal
A Praça
Leal
A Praça
Leal
A Praça
Leal
Vista aérea de Moçâmedes, em fotos mais recentes... No canto superior direito, o Colégio das Madres e o Parque Infantil
A cidade com a Avenida da República em toda a sua extensão. À esquerda, a Praia das Miragens e a Fortaleza.
A cidade com a Avenida da República em toda a sua extensão.
Em cima , à esq. O Largo Herois do Mucaba. Em cima , à esq. a "Sanzala dos Brancos"
O Parque Infantil e o Colégio das Madres, embaixo, à direita
Anos 1960. Vista aérea
Enquadramento da Praça Leal na cidade, junto da Alfândega e do Jardim